Coco antes de Chanel

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Sinopse

Gabrielle Chanel e sua irmã, Adrienne, são abandonadas num orfanato pelo pai. As duas crescem e tornam-se costureiras de dia, cantoras de noite. Passando por muitas dificuldades e a ajuda de alguns homens, Gabrielle consegue mostrar seu talento como estilista, tornando-se a futura Coco Chanel.


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Crítica Cineweb

29/10/2009

Todo mundo conhece a Coco Chanel (1883-1971) estilista, que mudou o mundo da moda do século XX ao criar figurinos mais despojados, clean, sua marca registrada. Este drama de Anne Fontaine (A Garota de Mônaco) procura desvendar quem era a garota pobre e órfã que existiu antes de ela tornar-se sucesso.

Audrey Tautou prossegue no seu esforço de deixar para trás a aura doce-ingênua conquistada no megasucesso O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001). Encarna aqui a Gabrielle Chanel de antes da fama, que sobrevive ao abandono do pai num orfanato e se transforma em costureira, seu ganha-pão ao lado da irmã, Adrienne (Marie Gillain). À noite, as duas investem na carreira de cantoras de music-hall. De uma das canções, sairia o apelido que se tornou famoso: “Coco” era o nome de um cachorrinho de uma melodia entoada pelas duas irmãs. E, a se acreditar no filme, foi imposto a Gabrielle por um futuro amante, Étienne Balsan (Benoît Poelvoorde).

As duas o conheceram durante uma apresentação. Era um rico proprietário do interior que tem um caso com Gabrielle, mas abandona-a rapidamente. Quando a irmã vai morar com um amante rico e nobre, Gabrielle decide procurar Balsan e torna-se também sua amante. Uma espécie de amante secreta, que ele tem vergonha de revelar à sociedade a que pertence. Quando a leva às corridas de cavalos, Balsan deixa-a junto à pista, enquanto vai ocupar as tribunas dos nobres.

A proteção econômica de Balsan permite, em todo caso, que a moça exercite sua arte. Aos poucos, ela desenvolve um figurino particular, que despreza as rendas, babados e flores, sem contar os então obrigatórios espartilhos. O estilo próprio é marcante a ponto de chamar a atenção da atriz Emilienne D’ Alençon (Emmanuele Devos, de Conto de Natal), amiga de Balsan e que lhe encomenda chapéus.

Um outro amor será decisivo na vida de Gabrielle. Trata-se do inglês Arthur ‘Boy’ Capel (Alessandro Nivola), um amigo de Balsan que se envolve com ela e leva-a numa grande viagem. É o momento mais romântico na vida de Gabrielle, sempre muito pragmática em todos os assuntos, inclusive no amor. Mas, com Boy, ela realmente abre o coração, deixando Balsan ciumento e inconsolável. E, com a ajuda do novo amante, finalmente ela consegue abrir uma loja de moda, vendendo seus chapéus e vestidos.

Sem dúvida, o filme não pretende esgotar a biografia de Chanel, entre outras coisas, por deixar de lado outros casos famosos, como com o compositor Igor Stravinsky - história que está no centro do ainda inédito Coco Chanel & Igor Stravinsky, sem data de estreia no Brasil.

O enredo também não faz mais do que insinuar or romances da estilista com mulheres, como com a atriz Emilienne. Em todo caso, é um pequeno olhar sobre uma figura admirável - que continuará, porém, misteriosa.

Neusa Barbosa


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