Bastardos Inglórios

Bastardos Inglórios

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Durante a II Guerra Mundial, na França ocupada pelos nazistas, um grupo de soldados de origem judaica espalha o terror, matando os alemães com requintes de crueldade. Logo fazem contato com uma jovem, administradora de um cinema em Paris, cuja família foi aniquilada pelo temível coronel Landa - que está na pista deste complô.


Extras

- Cenas estendidas e alternativas: Ver Tudo (11:26), Almoço com Goebbels versão estendida (07:16), Jogo com cartões na La Louisiane (02:13),O orgulho da Nação começa Versão estendida (02:09),O Orgulho da Nação - Longa Metragem (06:11)


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

08/10/2009

Um dos reis do espetáculo cinematográfico e, porque não dizer, do marketing, Quentin Tarantino, sacudiu o Festival de Cannes 2009 com este filme de guerra em que não hesita em reescrever a História e mandar às favas de vez o politicamente correto. Como havia feito para o lançamento de Prova de Morte (2007), ele prometeu vir ao Brasil para divulgar o filme, o que aconteceria na reta final do Festival do Rio. Mas, alegando cansaço, mais uma vez Tarantino deixou os distribuidores do filme e seus fãs brasileiros na mão. Prova de Morte, aliás, continua inédito no circuito brasileiro.

O projeto de Bastardos Inglórios levou oito anos para sair do papel, mas conseguiu a adesão dos habituais produtores de Tarantino, a poderosa dupla Bob e Harvey Weinstein, além de Lawrence Bender – seus parceiros em Kill Bill e Jackie Brown) - e do astro Brad Pitt encabeçando o elenco.

Mesmo com todo esse esquadrão estrelado por trás, Bastardos Inglórios é um iniciativa arriscada – afinal, aborda a perseguição nazista aos judeus na II Guerra de um ponto de vista espetacular, buscando o entretenimento da ação e não recua em temperar inúmeras de suas cenas com humor. O humor cínico e sangrento de Tarantino, claro, mas o tema é delicado e sempre pode ferir suscetibilidades.

Ao levar adiante sua proposta, Bastardos Inglórios pode também estar contribuindo para encerrar definitivamente a era do politicamente correto. Embora não seja o primeiro a fazer piada com os nazistas. A novidade aqui é que nem os herois aliados – britânicos, norte-americanos, franceses e outros – são corajosos e éticos à moda antiga. Líder de um implacável pelotão eliminador de nazistas, que se especializa em tirar escalpos dos alemães mortos, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) não é exatamente exemplar. Por sua atuação, é conhecido como “apache”, o que é apenas uma das referências do filme aos faroestes. Há muitas outras.

Desde sua exibição em Cannes, o filme foi descrito, entre outras coisas, como uma “fantasia da vingança judaica” – e pode-se genuinamente perguntar isto porque os personagens, como a garota judia que teve sua família massacrada pela SS (Melanie Laurent), o pelotão liderado por Raine e vários personagens judeus estão bem mais para justiceiros do que vítimas, ao contrário do visto em tantos outros dramas sobre a mesma guerra. E, sem entregar o final, o enredo não respeita a verdade histórica – o que o torna mais imprevisível e, confessemos, divertido. A não ser para algum desgarrado maluco neonazista que possa ainda existir por aí.

O filme até inclui um aspecto politicamente correto, que é o respeito às diversas línguas faladas pelos personagens de diferentes nacionalidades.

Foi, aliás, a espantosa versatilidade linguística do ator austríaco Christoph Waltz – que interpreta o coronel Hans Landa, da SS e venceu o prêmio de melhor ator em Cannes – que levou o projeto a decolar. O diretor já tinha desistido de encontrar um ator que falasse tão bem francês, alemão e inglês para atender às necessidades do seu roteiro. Na coletiva do filme em Cannes, Tarantino contou que havia dito ao produtor Bender que, se não encontrasse o intérprete, desistiria de tudo e publicaria o roteiro. Aí Waltz apareceu.

Waltz simboliza muito bem a ambiguidade de sentimentos que o filme provoca. Ao mesmo tempo que desperta horror, o militar nazista é responsável por alguns momentos particularmente divertidos, fruto tanto das espertezas do roteiro como de seu próprio talento. Transforma-se, assim, na metáfora perfeita da sedução do mal. Com méritos, o ator vem acumulando premiações, inclusive o Oscar de coadjuvante 2010.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 08/02/2010 - 13h00 - Por Rodrigo Quando vi esse filme tive a nítida sensação do que você descreveu. Um retrato da sonhada vingança dos Judeus somada com pitadas de humor. O filme é ótimo!

    Será que o Tarantino tem alguma ligação forte ou algum caso passado que envolva Judeus de alguma forma?
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