Gamer

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Sinopse

Num futuro, seres humanos são capazes de controlar outras pessoas por meio de videogames. Prisioneiros são personagens de jogos. Um deles, no entanto, representa a resistência e fará de tudo para vencer o jogo e sobreviver.


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Crítica Cineweb

01/10/2009

Produções futuristas invariavelmente fazem uma previsão bastante pessimista sobre os próximos passos da humanidade. E Gamer, da dupla Brian Taylor e Mark Neveldine (de Adrenalina, 2006, e sua seqüência em 2009) não é diferente.

Estrelado pelo ator Gerard Butler (A Verdade Nua e Crua), o filme, que estreia nessa sexta em circuito nacional, se passa em “futuro não muito distante”, como é revelado nos créditos iniciais. Nele, o mundo inteiro se rendeu a um game de realidade virtual chamado Slayers (escravos), em que um exército de mercenários deve matar seus inimigos para sobreviver. Nada diferente do que se vê por aí, como no game Counter Strike.

No entanto, o roteiro de Taylor e Neveldine vai além: por meio de uma droga de bloqueio mental, em vez de digitais, os personagens são pessoas reais, que seguem comandos remotos. Isto significa dizer que, por meio de um joystick, um adolescente é capaz de decidir se um homem deve morrer ou não.

Como os homens usados em Slayers são presidiários condenados à morte ou à prisão perpétua, não parece haver qualquer problema para o público que eles sejam assassinados. Uma espécie de Coliseu pós-moderno, em que soldados fazem o papel de gladiadores.

Como na Roma antiga, o público também elege o seu lutador preferido. Kable (Butler) é internacionalmente famoso, tal como o adolescente que o controla, Simon (Logan Lerman, de Os Indomáveis). Porém, Kable não é como os demais jogadores e pensa em fugir do jogo e da prisão.

Para isso, terá de enfrentar o dono da companhia de jogos, Ken Castle (Michael C. Hall, da série de TV Dexter), com quem tem um misterioso passado em comum. O vilão não só inventou o tal jogo online - como outros que se vêem na tela - mas tem um plano audacioso de dominação mental da população mundial.

Com base nos filmes anteriores da dupla Taylor e Neveldine, dá para imaginar que Gamer seja, na verdade, uma paródia não explicita de filmes de ação. O exagero que se vê na tela – muito maior do que em Adrenalina – dá à produção um humor involuntário, em que não se tem certeza se é realmente uma piada.

Um exemplo disso é a cena em que Kable bebe uma garrafa de vodka e, momentos depois, usa seus fluídos corporais como combustível de carro. Ou mesmo, o desmembramento do personagem desequilibrado Hackman (Terry Crews, de Agente 86), só visto em filmes de terror B.

Tecnicamente bem feito, Gamer deve ser analisado pelo prisma do deboche, tal como Tropas Estelares (1998), que muitos levaram a sério na época, embora se tratasse de uma grande brincadeira do diretor Paul Verhoeven (Showgirls). Mesmo assim, a paródia não exime os roteiristas da falta de coesão da estrutura narrativa. Os buracos na trama dificultam o entendimento do espectador, pois tornam os conflitos confusos, além de deixar questões em aberto. Talvez funcionasse melhor como crítica social, no que se refere a preconceito e marginalização, mas ela fica quase invisível frente aos acontecimentos finais. Enfim, um filme para quem gosta de ação e games de realidade virtual.

Alysson Oliveira


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