A Vida Secreta das Abelhas

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País


Sinopse

Em 1964, aprova-se a lei dos Direitos Civis e eleitores negros lutam para registrar-se. Neste ambiente, a menina Lily enfrenta um drama familiar, com um pai violento. Foge de casa com sua empregada negra. As duas encontram abrigo numa família negra em outra cidade, que produz mel.


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Crítica Cineweb

06/08/2009

Tendo como um dos produtores o famoso astro Will Smith, este drama açucarado – sem falsa ironia, ainda que no centro esteja uma família produtora de mel – adapta um bestseller nos EUA, escrito por Sue Monk Kidd.

Dirigido e roteirizado por Gina Prince-Bythewood – uma diretora com experiência em televisão -, o filme encaixa-se num molde que procura atrair um público de mulheres de meia-idade, supostamente dispostas a um programa sentimental. Não é um pressuposto muito atraente para espectadores, mulheres ou não, mais exigentes em termos cinematográficos e que poderiam esperar mais de um elenco com tantas boas atrizes.

A adolescente Dakota Fanning encabeça a lista, interpretando Lily Owens. Menina triste, ela foi marcada por uma tragédia muito precoce, envolvendo a morte da mãe. O pai, T. Ray (Paul Bettany, de Coração de Tinta) é bruto com ela e com sua empregada, Rosaleen (Jennifer Hudson, de Dreamgirls) – a única pessoa a ter um vínculo afetivo real com a garota.

A aliança entre as duas oprimidas se fortalece quando Rosaleen, acompanhada por Lily, vai à cidade disposta a registrar-se como eleitora. O ano é 1964 e acaba de ser aprovada a Lei dos Direitos Civis que, finalmente, impõe limites à histórica discriminação contra os negros. Mas, na Carolina do Sul, onde elas moram, os reacionários rancheiros brancos não estão dispostos a aceitar tão facilmente a chegada da civilização. Diante dos olhos apavorados de Lily, alguns deles espancam barbaramente Rosaleen que, ferida, ainda vai presa por ter reagido.

Diante da omissão do pai, Lily entra escondida no hospital onde sua empregada está amarrada na cama, e as duas escapam. Seu destino é Tiburon, onde a menina quer procurar pistas sobre sua mãe morta.

A etiqueta de um pote de mel, que ostenta um desenho igual a outro encontrado nos pertences de sua mãe, leva Lily a procurar sua fabricante, August Boatwright (Queen Latifah). Líder de uma família negra e próspera na cidade, ela acolhe Lily e Rosaleen em sua casa, contrariando a irmã June (Alicia Keys), ativista pelos direitos dos negros e feminista, que desconfia da história contada pela menina branca. A outra irmã, May (Sophie Okonedo, de Hotel Rwanda), muito sensível, logo se apega às duas recém-chegadas.

A estadia na casa de August, enquanto seu pai a procura sem ideia de seu paradeiro, prolonga-se tempo o bastante para que Lily descubra uma vida nova, em que entra o trabalho como apicultora e uma vida comunitária e afetuosa. O subtema do racismo se dilui para dar lugar a uma história sentimental que procura mais os caminhos da simplificação piegas do que as nuances mais ricas e complexas da vida.

Descontadas essas pieguices, o filme registra uma raridade no cinema americano – um princípio de romance interracial, entre a menina Lily e o filho de uma das amigas da casa, Zach (Tristan Wilds). Seu beijinho é o máximo de ousadia a que este filme pasteurizado se permite.

Neusa Barbosa


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