A Garota de Mônaco

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País


Sinopse

Advogado famoso, habituado a ganhar todas as suas causas, vai a Mônaco defender uma mulher acusada de matar o amante. Entre suas visitas à prisão, ele conhece uma jovem e bela garota do tempo. Que tem tudo para virar a cabeça do controlado advogado.


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Crítica Cineweb

23/07/2009

A Garota de Mônaco é uma comédia romântica atípica, com uma reviravolta que traz ao filme um certo clima de Claude Chabrol. Coescrita e dirigida por Anne Fontaine (Lavagem a Seco), traz em seu elenco Fabrice Luchini (Paris), Roschdy Zem (Dias de Gloria) e a estreante Louise Bourgoin, no papel-título.

Luchini é Bertrand, um famoso advogado parisiense que vai a Mônaco para defender Edith Lasalle (Stéphane Audran, de A Festa de Babette), que matou o ex-amante anos mais jovem do que ela. Numa noite, enquanto conversa com uma moça, o advogado percebe um rapaz que o segue o tempo todo. Ele é Abadi (Zem), guarda-costas contratado pelo filho da ré para proteger o defensor da mãe, que, por sua vez, insiste que não precisa de ajuda legal.

A Garota de Mônaco começa explorando a relação estranha entre Bertrand e Abadi, o que adiciona alguns toques cômicos ao filme. O segurança precisa estar sempre próximo do protegido e revistar todos os cômodos antes de sua entrada – o que acaba irritando o advogado. No entanto, a primeira reviravolta da narrativa acontece quando Bertrand dá uma entrevista num telejornal.

Ele conhece Audrey Varela (Louise), uma garota do tempo que não mede esforços para subir na carreira, que começou com a participação em um reality show de cunho sexual. Bertrand logo fica de queixo caído pela moça, que também vê nele a chance de alçar vôos mais altos. Abadi, no entanto, avisa ao advogado que ela é perigosa – afinal, eles já foram namorados e ele a conhece bem.

Começa um jogo de sedução, no qual Bertrand vai perdendo todo o pudor, expondo-se ao ridículo e ameaçando não apenas sua carreira, como também a defesa de Edith. É nesse estranho triângulo amoroso que A Garota de Mônaco se constroi. A relação entre os três personagens cria a tensão necessária para manter o interesse.

Abadi sente ciúmes de Audrey, que é um verdadeiro vulcão explodindo em sensualidade, com seu figurino que inclui não apenas vestidos colados ao corpo, como microssaias. Ao mesmo tempo, seria fácil demais o segurança deixar Bertrand cair nas garras da predadora sexual, o que traria a ruína para o advogado. Mas Abadi, a essa altura, já tem uma certa relação de cumplicidade com seu protegido, o que obriga sua consciência a alertá-lo dos riscos – embora isso seja em vão.

Bertrand entrega-se facilmente a Audrey e qualquer um, menos ele, consegue ver aonde isso o levará. Em seu caso, o advogado presta-se ao ridículo, vestindo-se com roupas coloridas, participando de baladas e fazendo amizade com pessoas com quem jamais se relacionaria.

O roteiro bem equilibrado, coescrito pela diretora e Benoît Graffin (Amar... Não Tem Preço), dá espaço para os três personagens crescerem e interagirem numa dinâmica crível. Aos poucos, é o guarda-costas quem domina a cena. Embora ele seja uma figura à parte, Zem acaba se destacando.

Alysson Oliveira


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