Atrizes

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Sinopse

Marcelline é atriz, e atualmente participa dos ensaios de uma peça russa. Porém, a crise dos quarenta bate à sua porta. E, agora, solteira e sem filhos, pensa que deve mudar sua vida.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

29/04/2009

Marceline – interpretada por Valeria Bruni Tedeschi, (5X2 – Os Cinco Tempos do Amor), que aqui co-assina o roteiro e dirige – é uma atriz na faixa dos 40 anos com crises batendo à porta. Seu relógio biológico dá as últimas badaladas, seu novo papel no teatro a enlouquece. Para piorar, sua mãe (Marisa Borini, mãe da Valeria também na vida real) procura um novo marido, e só traz complicações para a filha.

Marceline ensaia “Um Mês no Campo”, do russo Ivan Tugeniev, sob a direção de Denis (Mathieu Amalric, de O Escafandro e a Borboleta), como sua personagem na peça, Natalia Petrovna, acaba se apaixonando por um rapaz mais jovem, o ator Éric (Louis Garrel, de Canções de Amor), que na peça interpreta o tutor de filha, e por quem a personagem também se apaixona. É uma ciranda bagunçando realidade e ficção.

Marceline também precisa enfrentar a inveja de Nathalie (Noémie Lvovsky, co-roteirista), uma ex-colega de escola de artes dramática que abandonou a carreira para cuidar da família, e agora se reaproxima do teatro, trabalhando como assistente de direção. A personagem é a mais bem construída do filme, sendo um bem-vindo contraponto cômico à neurótica Marceline.

Mas nem tudo em Atrizes é muito bem resolvido dramaticamente. Marceline dialoga com dois fantasmas de seu passado, e o espírito de Natalia Petrova (a italiana Valeria Golino, de Respiro) também entra em cena para aumentar a insanidade da protagonista. “Ela sempre está atuando!”, diz Eric num dado momento. Em qual nível de compreensão essa fala se encaixa é um mistério, afinal, Marceline atua na vida real, tanto quando nos palcos, Natalia também não é uma das personagens mais honestas, e parece sempre estar tramando algo, em sua paranóia.

Ganhador de um prêmio especial do júri na mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes, em 2007, em seus melhores momentos, Atrizes some com a linha tênue entre realidade e ficção, no palco e na vida, mas, em seus piores, deixa as neuroses da personagem dominar o filme, o que o torna cansativo e excessivo.

Alysson Oliveira


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