Katyn

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 0 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Por décadas atribuído aos nazistas, o massacre de 22.000 oficiais poloneses na floresta de Katyn, em 1940, foi executado, na verdade, por soviéticos. O filme dramatiza o fato real a partir da história de Anna, mulher e mãe, em busca do marido desaparecido.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

03/04/2009

Indicado ao Oscar de filme estrangeiro de 2008, o drama dirigido pelo veterano cineasta polonês Andrzej Wajda (O Homem de Ferro, O Homem de Mármore), revisita a verdadeira história por trás de um dos maiores massacres da II Guerra Mundial.

Em abril de 1940, na floresta de Katyn, Polônia, soviéticos executaram cerca de 22.000 oficiais poloneses que se encontravam há meses presos em campos de concentração. Desde o início, tentou-se atribuir a culpa aos nazistas, que haviam invadido a Polônia naquele ano, quase que ao mesmo tempo que os soviéticos. Naquele momento, convergiam os interesses de Hitler e Stálin, mas isso mudou drasticamente ao longo da guerra.

Amparado no roteiro de Przemyslaw Nowakowski, Wajda desenvolve uma série de tramas ficcionais que vão construindo as bases para que se analise os dramáticos efeitos do massacre sobre vidas individuais. Pessoas como o tenente Andrzej (Artur Zmiejwski), cuja mulher, Anna (Maja Ostaszewska), recusa-se a acreditar em sua morte, por mais que seu longo desaparecimento seja eloquente a respeito.

A questão da traição e da lealdade emerge através de outro tenente, Jerzy (Andrzej Chyra). Figura importante para que o filme coloque em primeiro plano a questão da conivência e da resistência. Esta última, em particular, é encarnada por personagens como a irmã de um soldado morto que se obstina em colocar uma lápide em seu túmulo e estudantes que se rebelam contra a ditadura comunista.

Wajda, aliás, tem razões pessoais para abordar a história, já que é filho de um dos oficiais mortos em Katyn. Hoje com 83 anos, o cineasta tinha 14 quando seu pai foi morto. E realiza um filme denso, duro, cortante. A cena das execuções dificilmente poderia ser mais impactante do que pela fórmula crua encontrada pelo diretor, que desata um nó da própria garganta e lança um brado ético e acusador difícil de ser ignorado. Ou esquecido.

Neusa Barbosa


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança