Um Hotel Bom Pra Cachorro

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Sinopse

Andi e Bruce são dois irmãos adolescentes e órfãos. Quando são mandados para um lar adotivo fazem de tudo para proteger seu cachorro, que não é benvindo. Para abrigá-lo, encontram um hotel abandonado e acabam adotando centenas de cães de rua da cidade.


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Crítica Cineweb

19/02/2009

Cães e crianças são os protagonistas da comédia Um Hotel Bom Pra Cachorro, estrelada por Emma Roberts (sobrinha de Julia Roberts), Jake T. Austin (da série da Disney Os Feiticeiros de Waverly Place) e um bando de cachorros de rua. O filme estreia apenas em cópias dubladas.

Os dois atores interpretam os irmãos Andi e Bruce. Órfãos há três anos, eles vivem mudando de tutores, porque ninguém os suporta. Seus novos responsáveis são Lois (Lisa Kudrow, a Phoebe da extinta série Friends) e Carl (Kevin Dillon, de Poseidon), que, claramente, apenas aceitam hospedá-los pelo dinheiro que recebem do Estado.

Como na casa adotiva não podem ter cachorro, os irmãos precisam fazer diversos malabarismos para manter Sexta-Feira, seu pequeno terrier, longe dos olhos de seus tutores. Mas não é apenas Sexta-Feira que se beneficia da proteção dos garotos. Eles também escondem, num hotel abandonado, dezenas de cães ameaçados de captura pela carrocinha, cujo destino seria o sacrifício.

Com a ajuda de outros três jovens que simpatizam com a causa, cria-se um verdadeiro paraíso canino no hotel. Para satisfazer a seus amigos de quatro patas, Bruce é capaz de bolar as invenções bizarras mas úteis, como um banheiro canino e um simulador de um carro em movimento que sopra vento no focinho dos cães. Nada disso, porém, dura muito tempo.

Uma das grandes vantagens de Um Hotel Bom Pra Cachorro, em comparação com seus similares, é que os animais apenas latem – ao contrário do recente e inferior Perdido Pra Cachorro – e nem são mera desculpa para levar a platéia às lágrimas – como em Marley e Eu. Ao contrário da maioria dos filmes do gênero, incluindo Lassie, este é mais alegre.

O diretor Thor Freudenthal, por sua vez, sabe alguma coisa sobre sutileza. Por mais claros que sejam os paralelos entra a vida dos irmãos que ninguém quer adotar e os cães sem dono, o filme nunca força a barra. A questão central é a difícil relação entre adultos e crianças. O único a dar atenção aos irmãos é o assistente social vivido por Don Cheadle (O Traidor) – que tem um discurso edificante (e desnecessário) no final.

Alysson Oliveira


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