Beijo Na Boca, Não

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Sinopse

Gilberte Valandray é uma senhora madura, bela e casada, que adora despertar paixões sem compromisso nos homens ao seu redor. Quando chega dos EUA Eric Thomson, seu primeiro marido, ela se apavora, porque o atual não sabe de sua existência...


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Crítica Cineweb

15/01/2009

Conhecido por dramas como Hiroshima Meu Amor (59), O Ano Passado em Marienbad (61) e o recente Medos Privados em Lugares Públicos (2006), há um ano e meio em cartaz em São Paulo, o veterano diretor francês Alain Resnais, 86 anos, reserva também um lugar para os musicais na sua extensa filmografia – que já atinge 48 títulos.

Um deles é o saboroso Beijo na Boca, Não, uma produção que, apesar de ter sido lançada na França em 2003, só agora chega às telas brasileiras.

Parte do elenco do musical, o segundo da carreira de Resnais – o primeiro foi Amores Parisienses, vencedor do Urso de Prata em Berlim em 1998 – é o mesmo, aliás, de Medos Privados em Lugares Públicos. O filme repete, assim, um recurso visto, por exemplo, em Todos Dizem Eu Te Amo (96), de Woody Allen, e 8 Mulheres (02), de François Ozon, em que atores, não cantores profissionais, soltam a voz.

É o caso da protagonista, Sabine Azéma, que interpreta a rica madame Gilberte Valandray. Casada com Georges (Pierre Arditi), ela vive confortavelmente numa bela casa, entre festas, jantares e também alimentando flertes inconseqüentes. Ela adora despertar paixões sem compromisso, como faz com o maduro Daniel Faradel (Prévost) e o jovem Charley (Jalil Lespert).

Baseado numa opereta de 1925, com libreto de André Barde, o filme mantém o clima de farsa ligeira. Assim, uma jovem freqüentadora da casa dos Valandray, Huguette (Audrey Tautou, de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), está apaixonada por Charley, sem saber que ele deseja Gilberte. Querendo sondar o rapaz, encarrega a irmã de Gilberte, Arlette (Isabelle Nanty) de descobrir se ele se interessa por casar com alguém que o ama – ela mesma, no caso. Fica combinado entre as duas que ele não saberá antes da hora o nome da ansiosa pretendente.

A situação se complica para Gilberte quando chega da América Eric Thomson (Lambert Wilson), rico empresário que vem assinar um contrato com Georges e que foi o primeiro marido de Gilberte. Acontece que Georges ignora completamente que não foi o primeiro na vida de sua mulher e isso poderá até destruir seu casamento.

Desesperada, Gilberte intercede junto à sua irmã para que convença Thomson a não revelar a verdade a Georges. A princípio disposto a manter silêncio, o americano parece redescobrir a paixão pela ex-mulher, o que dá oportunidade a várias outras confusões.

Em 2004, o filme venceu três César, o prêmio máximo da França – melhor figurino, som e ator coadjuvante para Darry Cowl que, aliás, faz um engraçado papel feminino, como madame Foin, a alcoviteira zeladora de um endereço em que funciona a garçonnière de Faradel. Neste lugar, aliás, é que a rocambolesca trama se resolverá no final.

Neusa Barbosa


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