Se Eu Fosse Você 2

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Sinopse

O casamento de Helena e Claudio está em crise, por isso ela quer o divórcio. A situação ficará ainda pior quando a filha deles contar que está grávida. E, novamente, por conta do destino, o casal troca de corpos e se envolve em várias confusões.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

30/12/2008

Era inevitável. Mais cedo ou mais tarde, Tony Ramos e Gloria Pires iriam trocar de corpos novamente, tentando repetir a façanha do primeiro Se Eu Fosse Você que, com mais de 3,5 milhões de ingressos, foi uma das maiores bilheterias de 2006. O novo filme, como seria de se esperar, não traz nada de novo. Repete a mesma fórmula batida que, quando usada há três anos, já nada tinha de original – mas o público parece ter gostado de ver seus astros da televisão no cinema.

O casamento de Cláudio (Ramos) e Helena (Gloria) está em crise, porque ele trabalha demais e ela é dondoca demais. Por isso, ela expulsa de casa e entra com um pedido de separação. Porém, enquanto o processo corre, depois de uma briga, eles acabam presos no elevador onde novamente trocam de corpos. Para justificar tal fenômeno, o filme recorre a uma ‘explicação’ esdrúxula: por causa do aquecimento global, um raio cai duas vezes no mesmo lugar.

E, então, novamente, começam as confusões, enquanto o casal tenta se destrocar. A filha deles, Bia (Isabelle Drummond), está grávida e com medo de contar ao pai. Por isso, procura a ajuda da mãe – que na verdade está ‘incorporada’ pelo pai. A reação de Helena surpreende a moça, pois esperava aquilo de Cláudio.

Enquanto isso, Cláudio mora no apartamento de Nelsinho (Cássio Gabus Mendes), seu amigo solteirão que quer lhe arrumar uma nova mulher. Depois que a questão da gravidez da filha é esclarecida, começam os preparativos para o casamento dela com Olavinho (Bernardo Mendes).

O roteiro assinado por René Belmonte (Entre Lençóis), Adriana Falcão (A Máquina) e o novelista Euclydes Marinho parecem ter medo de tirar proveito das situações. Como por exemplo, da cantada que Cláudio leva do professor de ginástica, ou mesmo de todas as implicações do desconforto de um homem estar no corpo de uma mulher, ou vice-versa.

Daniel Filho assina novamente a direção e produção e mostra que sabe usar seu toque de Midas. Se em O Primo Basílio, ele optou por uma estética um pouco menos televisiva, aqui ele repete a fórmula que consagrou as telenovelas da Globo,. Ou seja, sem muita criatividade, mas com orçamento folgado para transformar em realistas – para os padrões dos novos ricos – os cenários e figurinos. Enfim, todos muito belos, muito ricos e muito felizes porque são belos e ricos – exatamente o que a classe média (a maior parcela do público de cinema) parece gostar de ver.

Se Eu Fosse Você 2 termina com uma nota dando margem a um terceiro filme. Porém, para o mesmo raio cair pela terceira vez no mesmo lugar dependerá mais do sucesso dessa continuação do que do aquecimento global.

Alysson Oliveira


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