Quando Você Viu seu Pai pela Última Vez?

Ficha técnica

  • Nome: Quando Você Viu seu Pai pela Última Vez?
  • Nome Original: And When Did You Last See Your Father?
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Irlanda
  • Ano de produção: 2007
  • Gênero: Drama
  • Duração: 92 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Anand Tucker
  • Elenco: Jim Broadbent, Colin Firth

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País


Sinopse

Blake é um escritor bem-sucedido com sérios problemas com o pai, que não vê há muitos anos. Quando o pai fica doente, o filho tem de voltar e rever todo esse passado.


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Crítica Cineweb

04/12/2008

O escritor inglês Blake Morrison empresta suas memórias, publicadas em 1993, para compor o centro deste roteiro, focado na relação difícil entre um pai (Jim Broadbent) e um filho (Colin Firth). Na verdade, é o filho Blake quem tem um relacionamento complicado com o pai. Este parece não dar a menor importância aos conflitos do filho com a sua cafonice, cara-de-pau, desrespeito às regras de trânsito e peculiares hábitos de higiene e viagem. Ele é o que é e assim quer continuar.

Arthur, o pai, é médico, assim como sua mulher, Kim (Juliet Stevenson). Formam o típico casal de classe média, pais de dois filhos, Blake e Gillian (Claire Skinner). Blake, o caçula, desde a adolescência não se identifica com os hábitos do pai. Não quer ser como ele, muito menos tornar-se médico, como ele tenta impor-lhe.

Arthur é tudo o que Blake não é – bonachão, espaçoso, pé no chão. Por isso, torna-se um pesadelo para o filho, arrastado na adolescência para excêntricas viagens, como acampamentos ao ar livre, não raro alagados por chuvas e encerrados com mau humor, ao menos para Blake.

A suspeita de que o pai teria um caso extraconjugal com uma comadre, Beaty (Sarah Lancashire) azeda ainda mais as coisas. Decididamente, um dos traços mais insuportáveis de Arthur é este suposto desrespeito a Kim, a mãe que Blake respeita, mas cujo silêncio também não compreende.

Longe dos pais, Blake tornou-se escritor premiado, detalhe que não bastou para garantir-lhe o respeito de Arthur. Ele ainda julga que o filho deveria ter uma profissão mais convencional, como a sua. Não parece haver território comum para os dois.

O pote cheio de mágoas do coração de Blake é abalado com a notícia de que o pai está gravemente doente. De novo instalado em seu antigo lar, os fantasmas do passado recomeçam a visitar o escritor. A iminência da morte do pai dá uma outra perspectiva às coisas ? Talvez não, mas Blake não poderá mais seguir evitando este confronto final com o menino que, afinal, sobrevive acuado dentro de si.

Quando não está desperdiçando seu talento em bobagens, como a espantosamente bem-sucedida comédia Mamma Mia!, Colin Firth mostra-se um ator capaz de refinamento e introspecção, como demonstra aqui. Os veteranos Jim Broadbent e Juliet Stevenson não ficam atrás. A direção do filme, do tailandês radicado na Inglaterra Anand Tucker (Garota da Vitrine, Hilary e Jackie) é que não apresenta muita personalidade. Por isso, compromete alguns momentos de genuína emoção com alguma pieguice. Podia acreditar mais na história e sobretudo no elenco que tem.

Neusa Barbosa


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