Appaloosa - Uma Cidade Sem Lei

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País


Sinopse

Em 1882, na cidade de Appaloosa, não há paz. O crime e a corrupção dominam. Até o dia em que a cidade contrata um novo xerife e seu assistente, bons de tiro e de conversa.


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Crítica Cineweb

28/11/2008

Sem pretensão a reinventar o gênero, Ed Harris realiza um faroeste muito competente em Appaloosa – Uma Cidade sem Lei, seu segundo trabalho como diretor – o primeiro foi o drama biográfico Pollock (2000). Ator veterano, com quatro (merecidas) indicações ao Oscar nas costas, - a última delas, em 2002, com As Horas -, Harris multiplica-se como ator, diretor, co-produtor e co-roteirista neste filme em que é o protagonista mas demonstra a inteligência de deixar o posto de herói para Viggo Mortensen.

Na pele de Everett Hitch, o fiel, calado e bom de tiro assistente do ainda mais sisudo xerife Virgil Cole (Harris), Mortensen dá um show de sutileza. Protetor do xerife, ele sempre está de olho vivo e dedo no gatilho de uma imensa espingarda quando os vilões estão por perto. O maior deles, o rancheiro Randall Bragg (Jeremy Irons, num dos papéis mais malvados de sua carreira).

Se há uma palavra para dar a justa medida do estilo de Harris como diretor, é “controle”. Ele mantém a rédea curta no tom de tudo, da valentia ao humor, que é cínico, contido em várias frases trocadas como farpas entre os personagens principais.

Conflito básico: em 1882, a cidade de Appaloosa está atormentada por Bragg e seus bandoleiros, que ditam sua lei e matam quem querem. Cole e Hitch são contratados para impor uma outra ordem, depois que o último xerife sumiu – nem seu corpo apareceu. A nova dupla começa por um peculiar conjunto de regras colado atrás da porta do novo xerife – que inclui de tudo, até a proibição de portar armas na cidade. Mistura de chefão do crime organizado e livre iniciativa selvagem local, Bragg não vai se conformar com isso. A tensão pode ser cortada como faca nas ruas. É certo que, mais dia, menos dia, o frágil equilíbrio vai explodir.

Enquanto o grande confronto não chega, quem desembarca na cidade é uma viúva jeitosa, Alison French (Renée Zelwegger), que tem tanto a ver com esse ambiente quanto uma orquestra de violinistas. Uma estranha no ninho, cuja função vai se desenvolver dentro da história. Antes disso, o coração endurecido do xerife balança forte por ela.

Baseado em livro de Robert Parker, o roteiro de Harris e Robert Knot reserva uma boa cena de tribunal – com direito a discurso inspirado do réu Bragg – e diversas reviravoltas. Não decepciona os fãs de clássicos do gênero nem espanta os não tão apegados assim. A violência não transborda mas desponta na esquina toda vez que se poderia esperar.

Neusa Barbosa


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