Rede de Mentiras

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Sinopse

Um agente da CIA (Leonardo Di Caprio) trabalha no Oriente Médio, onde forja uma organização terrorista para capturar um terrorista de verdade. Seu único contato com o ocidente é o seu superior (Russell Crowe), que tem uma visão muito diferente das coisas.


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Crítica Cineweb

27/11/2008

Roger Ferris (Leonardo DiCaprio), o protagonista de Rede de Mentiras, é uma espécie de James Bond do mundo real – ou quase isso. Ele trabalha em três países, fala árabe fluentemente, criou uma falsa organização terrorista, é capaz de sobreviver a tiros, explosões e até tortura – e também acha tempo para seduzir e ser seduzido.

Se tudo isso vem de uma fantasia à moda de James Bond, a parte realista do filme cabe ao diretor Ridley Scott, que insiste em levar as manchetes dos cadernos internacionais dos jornais para as telas para tentar injetar substância ao seu novo filme. Novamente, o diretor investe no conflito entre ocidente e oriente, que já havia sido tema de alguns de seus trabalhos recentes, Falcão Negro em Perigo (2001) e Cruzada (2005).

Ferris é especialista em cultura árabe e um agente da CIA que trabalha onde for preciso no Oriente Médio – seja Iraque, Jordânia ou Síria – tentando se infiltrar em células terroristas ou outras formas de descobrir informações valiosas.

O superior dele é Ed Hoffman (Russell Crowe), cujos dois pés estão fincados no chão. Sem nenhuma visão romântica de mundo, ele acredita que a democracia é um alvo frágil e não seria difícil acabar com aquilo que chamamos de civilização ocidental.

A trama de ganha força com um misterioso terrorista, que tem matado diversos civis com ataques a bomba mas nunca se manifesta para assumir sua autoria. Para tentar encontrá-lo, Ferris ‘cria’ uma verdadeira organização terrorista – para se transformar no maior rival do misterioso líder e tentar levá-lo a expor sua verdadeira identidade.

Se a premissa soa interessante, como o novo filme do James Bond, Rede de Mentiras deixa-se levar por suas cenas de ação, com muita perseguição e tiroteios e pouca massa cinzenta. Tal qual em Diamante de Sangue, DiCaprio vive uma aventura de teor global, com uma temática política superficial servindo apenas de pretexto para um filme que segue a cartilha do gênero.

Assim, como a maioria das produções hollywoodianas, Rede de Mentiras pega emprestado do mundo real apenas os elementos necessários para construir a base para as cenas de ação, deixando de lado aquilo que seria mais inteligente, criativo ou provocativo ao lidar com questões reais.

Chega a ser um desperdício ver dois atores competentes dando o melhor de si para personagens que apenas aparentam seriedade. Enquanto DiCaprio se joga com determinação num personagem de risco, Crowe, que engordou para o papel, passa boa parte do tempo apenas falando ao celular e dando instruções ao subalterno.

O roteiro de “Rede de Mentiras” é assinado por William Monahan (Os Infiltrados, Cruzada), e baseado no romance de David Ignatius, que também assina uma coluna sobre política e relações internacionais no jornal The Washington Post.

Alysson Oliveira


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