O Traidor

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País


Sinopse

Um agente do FBI investiga uma conspiração internacional. As pistas apontam para um ex-oficial do grupo de operações especiais, que pode estar ligado a uma série de atentados na Europa que devem chegar também aos EUA.


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Crítica Cineweb

13/11/2008

Com uma história original saída da cabeça do humorista Steve Martin, O Traidor reserva algumas surpresas. A maior delas, conseguir manter uma ambigüidade eficiente no comportamento de seu protagonista, Samir Horn (Don Cheadle). Uma das diversões deste suspense está, aliás, em tentar saber exatamente o que se passa na cabeça deste homem, cujo mistério é sustentado pela interpretação como sempre sutil de Cheadle, indicado ao Oscar por Hotel Rwanda.

Nascido no Sudão, ainda criança ele viu seu pai morrer num atentado a bomba. Muçulmano devoto, depois de viver vários anos nos EUA, Horn tornou-se oficial de operações especiais. Aparentemente, passou para o lado dos jihadistas, transformando-se num criminoso caçado pelo FBI.

Preso quando tentava vender armas a extremistas no Iêmen, Samir tem um rápido encontro com aquele que, de agora em diante, tentará decifrá-lo, o agente Roy Clayton (Guy Pearce). Contrário aos métodos truculentos do colega Archer (Neal McDonough), Clayton percebe que Horn domina informações importantes e gostaria de cooptá-lo. Quando isto falha, vai sobrar perigo inclusive para os EUA.

Na prisão, Horn aproximou-se de Omar (o francês Said Taghmanaoui, de O Caçador de Pipas), líder de um grupo jihadista. Ganhando a custo sua confiança, Horn torna-se peça instrumental dentro dos planos de diversos atentados, inclusive nos EUA, usando homens-bomba.

O comportamento de Horn, porém, reserva sempre uma área de sombra. Não se consegue perceber muito bem que tipo de interesses podem uni-lo a Carter (Jeff Daniels), um veterano da CIA que não gosta de compartilhar informações com o FBI Clayton.

Estreante na direção, Jeffrey Nachmanoff, que assina o roteiro, consegue manter a adrenalina correndo e também o foco de uma história que adota o ponto de vista de terroristas bastante reais. Com isso, aproxima-se bem mais do realismo da complicada situação política internacional do que filmes congêneres que se atolam numa escala de cores que não passa do preto-e-branco.

Neusa Barbosa


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