Vicky Cristina Barcelona

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

As americanas Vicky e Cristina viajam a Barcelona. Chegando lá, envolvem-se com um pintor sedutor. A ex-mulher dele, no entanto, parece ter enlouquecido e não deixa ninguém em paz.


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Crítica Cineweb

13/11/2008

A turnê européia de Woody Allen, que começou em 2005 com o vigoroso Match Point, chega à Espanha e tem sua parada mais divertida. Vicky Cristina Barcelona é, de longe, o mais engraçado produto do diretor novaiorquino no Velho Mundo, especialmente graças ao tempero caliente do casal Javier Bardem e Penélope Cruz.

Vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante, Penélope nunca foi vista tão louca quanto na pele de Maria Elena, a furiosa ex- do pintor Juan Antonio (Javier), que já enfiou uma faca na barriga do amante. A moça é perigosa com armas. Melhor nunca deixá-la solta na cozinha ou perto de um revólver.

O choque cultural e a crônica incompreensão do norte-americano médio da ambigüidade latina é um outro subtexto, este mais sutil, da graça desta história rigorosamente simples, mas bem-aproveitada pela vasta experiência do diretor.

As norte-americanas são as amigas Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson, que se tornou figurinha quase obrigatória nos filmes de Allen). Noiva do certinho Doug (Chris Messina) e formada em Estudos Catalães – em algum momento do filme, vão lhe perguntar para que serve isso -, Vicky embarca com Cristina para um passeio a Barcelona.

Uma vez na ensolarada capital catalã, as moças conhecem o sedutor Juan Antonio, que logo tenta sua sorte com as duas de uma vez. A recatada Vicky recua, embora atraída. Cristina vai em frente e os dois acabam vivendo juntos. Felizes para sempre até que Maria Elena entra pela porta, precisando do apoio do ex- depois de mais uma crise depressiva. Quem precisa de problema maior ?

O que move o roteiro deste 43º filme de Woody Allen, como sempre de sua autoria, é a ironia sobre o relacionamento amoroso. Não se pode estar junto, mas não se pode ficar sem alguém. E os pares se seduzem, se traem, se enganam, separam, tentam de novo, com os mesmos ou com outros parceiros. A vida continua, ainda mais sob o sol de Barcelona – tendo como tema a engraçadíssima canção do mesmo nome, de Giulia y los Tellarini, que a toda hora ecoa para quebrar qualquer seriedade. Na véspera dos 73 anos (a completar-se em 1º. de dezembro), Woody Allen está cada vez mais parecido com Groucho Marx – velhinho e levado.

Neusa Barbosa


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