Meu Nome É Dindi

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 0 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Dindi é dona de uma pequena quitanda arruinada. Pede dinheiro a um açougueiro agiota mas, quando ela tem dificuldade de pagá-lo, ele a ameaça de morte.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

06/11/2008

Filme de estréia de um jovem diretor, Bruno Safadi, colaborador de Julio Bressane em Dias de Nietszche em Turim (do qual foi montador), além de assistente de direção em Filme de Amor (03) e Cleópatra (07), este trabalho percorre algumas trilhas abertas pela história recente do cinema brasileiro. Estão lá fatias do Cinema Marginal, especialmente, o que leva direto às intenções do diretor. Por vocação, este não é de modo algum um filme naturalista.

Sua heroína é Dindi (a luminosa Djin Sganzerla), a aflita dona da arruinada quitanda Bananeira, que vive momentos de terror pelas ameaças de morte do açougueiro agiota (Carlo Mossy) que lhe emprestou dinheiro. Agora, ele quer receber na marra e acha que essa dívida vale a vida dela. Um típico representante do crime organizado.

Enquanto quebra a cabeça procurando uma saída, Dindi passeia na praia com o namorado soldado (Gustavo Falcão). Nessa praia, desfilam muitas das referências às que Bruno Safadi se apega ou quer comentar. Da irônica frase “a caipirinha está com os dias contados” à repetição de um refrão antigo de Braguinha, “ôô, lancha nova no cais apitou...”. Entre uma e outra, desfila a história de Dindi que, como se espera, deve seu nome à linda música de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira – “ah, Dindi, se soubesses do bem que te quero...”.

O passado de que se nutrem a história e Dindi encontram um símbolo duvidoso e ameaçador na figura de um palhaço (Nildo Parente), cuja inteira explicação está contida numa fita VHS. Este último detalhe leva a crer que Safadi esteja o tempo todo discutindo também o cinema e sua linguagem. Como muitas outras coisas. Há uma fome de assuntos, referências e de originalidade que o filme assinala em múltiplas direções. Nem todas dão bons frutos mas, ainda assim, a árvore da imaginação deste jovem diretor parece saudável o bastante para se querer ver o que ele fará depois.

Neusa Barbosa


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança