Brigada Pára-Quedista

Ficha técnica

  • Nome: Brigada Pára-Quedista
  • Nome Original: Brigada Pára-Quedista
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2007
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 17 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Evaldo Mocarzel
  • Elenco:

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País


Sinopse

Documentário que acompanha o trabalho da Brigada de Infantaria Pára-Quedista, do Exército Brasileiro, que fica no Rio de Janeiro. Além de registrar a rotina dos militares, eles também se tornam ‘cineastas’ e filmam seu próprio trabalho.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

18/09/2008

Depois de analisar a relação entre os jovens da periferia e o tráfico de drogas (no ainda inédito em circuito comercial Jardim Ângela, de 2006), o cotidiano dos sem-teto (À Margem do Concreto, 2006) e a vida de pessoas com Síndrome de Down (Do Luto À Luta, 2005), o documentarista Evaldo Mocarzel volta-se, agora, para os militares.

Em seu novo filme, o diretor invade o quartel da Brigada de Infantaria Pára-quedista, tropa de elite do exército brasileiro, instalado no Rio de Janeiro, para mostrar o desafiante treinamento de seus recrutas. Considerados como uma força especial de combate, eles passam fome, sede, frio e absoluto cansaço para chegar, orgulhosos, às suas patentes.

Entre depoimentos inflamados, hinos de louvor à pátria e cenas de exercícios, não há momento em que Mocarzel não capte, por meio de trêmulas câmeras, o esforço da brigada para manter um padrão de qualidade na formação de suas tropas. Os piores flagelos são consentidos para que o recruta saiba pensar sobre a mais acachapante pressão durante uma guerra.

Como não há contrapontos, falas discordantes, ou mesmo comparações sobre treinamentos, tudo o que se assiste parece vital para a segurança do País. E se não é voltado para problemas internos, que os esforços sejam para o Brasil aparecer como referência global na qualificação de suas forças armadas.

Em uma das partes mais interessantes do documentário, o diretor interpõe as reações e as críticas dos soldados sobre os mais emblemáticos filmes de guerra. Assim, Apocalipse Now, Nascido para Matar, Dias de Glória, O Resgate do Soldado Ryan e Platoon entram na esteira de filmes que “glamourizam” o combate, sem se ater à realidade.

Embora pareça ser chapa branca, Mocarzel sabe levar seu documentário, mesmo que nas entrelinhas, ao debate mais profícuo sobre as relações internas e externas do Exército. Nas falas de tenentes-coronéis, mostra a delicada relação entre as forças armadas e a opinião pública. O serviço ao País e a desinformação de sua população.

Mesmo sem sair do quartel, o diretor dispõe de entrevistas com potencial tão bélico para os espectadores, sejam prós ou contra, quanto o treinamento dos combatentes. Esse é o mérito de Mocarzel, que acerta com suas histórias de caserna.

Rodrigo Zavala


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