Zohan - O Agente Bom de Corte

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Sinopse

Zohan é um agente secreto israelense que finge sua morte para poder se mudar para Nova York e trabalhar como cabeleireiro. Entre um corte e outro, ele seduz algumas de suas clientes. Quando sua verdadeira identidade é descoberta, ele terá que proteger sua vida.


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Crítica Cineweb

14/08/2008

Quando o ator Adam Sandler protagoniza alguma produção, é de se esperar uma grande quantidade de escatologia, humor raso e nonsense. Em Zohan – O Agente Bom de Corte, essas expectativas não são frustradas.

A história mostra Zohan Dvir (Sandler), um agente do Mossad, que está mais para super-herói do que combatente. Ele consegue parar balas com o nariz, correr sobre as águas, vencer um exército e, claro, incendiar ainda mais os conflitos entre israelenses e palestinos.

No entanto, Zohan se cansa da violência dos combates e decide seguir seu sonho: ser cabeleireiro nos Estados Unidos. Para isso, encena sua morte nas mãos de seu arquiinimigo Phantom (palestino interpretado pelo ator John Turturro) e viaja clandestinamente para os EUA.

Ao chegar a Nova York, percebe que entrar para o mercado será mais difícil do que suas disputas em Israel. Não apenas é destratado por seu comportamento bizarro e bélico, como também enfrenta a aversão dos americanos a qualquer indivíduo do Oriente Médio - idéia defendida pelo filme.

Quando pensa em desistir de seu sonho, Zohan é contratado pela palestina Dalia (Emmanuelle Chriqui), dona de um salão. O fato de ele ser localizado em um bairro dividido por israelenses e palestinos – espécie de microcosmo do conflito internacional – é apenas para emoldurar as mensagens edificantes do roteiro.

Quando o salão começa a ficar famoso pelo trabalho do rapaz, já que os cortes são acompanhados por sessões de sexo selvagem (principalmente com idosas), o herói dado como morto é reconhecido. A partir daí, a produção ganha três conflitos dramáticos: o romance proibido entre Zohan e Dália, a ameaça de Phanton e seus aliados, e um mega-investidor que pretende desapropriar as casas do bairro para construir um shopping center.

Com um desfecho previsível, o filme, que também é produzido e escrito por Sandler, se resume a uma torrente de baixarias e piadas de banheiro, que tenta divertir às custas do palavrão, do sexismo e de estereótipos étnicos. E Sandler não está sozinho. Chris Rock, Mariah Carey, Henry Winkler, Kevin James, Kevin Nealon e John McEnroe, colaboram com o humor duvidoso do ator.

Há quem diga que Adam Sandler é versátil e surpreendente, ao citar Embriagado de Amor e Espanglês, dois filmes protagonizados por ele. No entanto, essas produções deram certo por terem um roteiro competente e um braço forte na direção (Paul Thomas Anderson e James L. Brooks, respectivamente) por trás. Quando deixado à própria sorte, ou gosto, Sandler é uma máquina de gafes.

Rodrigo Zavala


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