Ao Entardecer

Ficha técnica


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Sinopse

Já no final de sua vida, Lila lembra de um incidente na juventude que a marcou demais, envolvendo uma amiga, o irmão desta e um outro rapaz.


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Crítica Cineweb

24/07/2008

Este drama sustenta-se sobre uma trama delicada, que dialoga entre passado e presente para revelar os ecos que os erros de outrora podem trazer à vida de uma pessoa.

“Harris foi meu primeiro erro”, murmura Ann Lord (Vanessa Redgrave) em seu leito de morte para as filhas Nina (Toni Collette, de O Sexto Sentido) e Constance (Natasha Richardson, de Encontro de Amor). As duas nunca tinham ouvido esse nome antes e questionam se não é um delírio da mãe. Quem seria Harris?

Mesmo com a memória fraca, Ann parece lembrar-se muito bem dele. No anos de 1950, Ann (interpretada por Claire Danes nos flashbacks) era uma moça diferente das outras. Sonhava em ser cantora e usava roupas hippies bem antes disso entrar na moda.

Harris (Patrick Wilson, de Pecados Íntimos) era um médico que conheceu num final de semana, quando foi madrinha de casamento de sua melhor amiga Lila (Mamie Gummer). Este encontro, que teve conseqüências trágicas, afetou tanto sua vida que, meio século depois, ela não conseguiu esquecê-lo.

Baseado num romance de Susan Minot (roteirista de Beleza Roubada), o roteiro, desenvolvido pela escritora e por Michael Cunningham (ganhador do prêmio Pulitzer pelo romance As Horas), estabelece uma ligação entre os dois extremos da vida da protagonista. Em seus delírios, Ann relembra aquele fatídico final de semana, que envolve não apenas Harris e Lila, mas também o irmão desta, Buddy (Hugh Dancy), que parece apaixonado tanto por Ann, quanto por Harris.

Ann sonha ser cantora, mas não confia em seu talento. Lila, que também tem uma paixão por Harris, não está muito certa se deve se casar, mas é educada demais para cancelar tudo na última hora. Nina, por sua vez, sempre se sente diminuída perante a irmã casada e mãe.

Todos esses problemas existenciais do universo feminino nunca são explorados a fundo, mesmo com personagens interpretadas por tantas atrizes de peso e talento e dispostas a ir ao centro emocional de cada uma dessas mulheres. O diretor húngaro Lajos Koltai – diretor de fotografia de diversos filmes, como Adorável Júlia e Malena - não sabe ao certo como dispor do material e não passa da superfície da trama. O resultado é um melodrama vazio e sem muito propósito. A narrativa, com idas e vindas, mostra-se complicada demais para uma história tão simples.

Alysson Oliveira


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