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Sinopse

Fora do serviço do FBI, os ex-agentes Fox Mulder e Dana Scully voltam à ativa para investigar o desaparecimento de algumas mulheres. Um ex-padre vidente também colabora com algumas pistas.


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Crítica Cineweb

24/07/2008

O intervalo de dez anos do primeiro e único longa - Arquivo X – O Filme – e os seis anos passados desde o final da série, em 2002, parecem ter dado tempo a todos os envolvidos para respirar, fazer outras coisas e voltar (quase) novos. Sim, porque, afinal, para os fãs da série a vontade é sempre ver mais do mesmo.

Sem querer esnobar os velhos fãs, este novo capítulo mostra claramente a intenção de abrir-se para capturar novos públicos. É possível assisti-lo sem bula, ou seja, sem ter visto um único capítulo da série. As diversas referências são rapidamente explicadas, caso do que aconteceu à irmã de Fox Mulder (David Duchovny) e do filho dele com Dana Scully (Gillian Anderson).

Os seguidores da série podem sentir falta de alienígenas. Nenhum deles dá o ar de sua graça aqui. O sobrenatural também fica contido. O máximo que se alcança nesse campo é a paranormalidade, ainda assim, sempre posta em dúvida de um padre, Joseph Crissman (Billy Connolly). Supostamente vidente, Joseph é, aliás, um informante muito duvidoso, já que se trata de um pedófilo que já cumpriu pena.

Outra diferença em relação ao seriado, esta atendendo aos pedidos dos fãs há muitos anos, é o claro envolvimento amoroso entre os dois protagonistas. Mulder e Scully mostram claramente que se tornaram um casal há bastante tempo. Os dois estão fora do FBI. Mulder, como se recorda no filme, está ressentido pela forma agressiva deste rompimento com a agência. Scully, por sua vez, dedica-se inteiramente à pediatria, particularmente interessada em encontrar opções de tratamento para um pequeno doente supostamente terminal.

Apesar de tudo, os dois são procurados pelo FBI para atuar no caso do desaparecimento de uma outra policial. Próximo ao local onde foi atacada, foi encontrado um braço, enterrado na neve. Detalhe macabro, que levanta a suspeita de uma suposta quadrilha de traficantes de órgãos. Toda a dualidade esgota-se no retrato de Mulder e Scully, sempre ocupando muito tempo na tela, e também no padre – um pecador em busca de redenção, de quem se suspeita um envolvimento com a rede de seqüestradores. A trama, especialmente no final, ressente-se de um vilão mais delineado. Que ele seja russo e suas falas não sejam traduzidas remete a um certo clima de Guerra Fria. Para quê reeditar isso agora?

Em todo caso, o filme é absorvente, sinistro e tem um toque gélido – exatamente o clima que garantiu a longa permanência da série.

Neusa Barbosa


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