Agente 117

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Sinopse

Egito, 1955. Viajando para descobrir o paradeiro de um colega desaparecido, o agente francês 117 acaba provocando um incidente diplomático quando interrompe à força a prece de matinal de muçulmanos - apenas porque ele queria dormir...


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Crítica Cineweb

10/07/2008

Embora o espião James Bond tenha se tornado bem mais famoso, na verdade, ele não foi o primeiro. A primazia pertence ao francês OSS 117. Inventado em 1949 por Jean Bruce, OSS 117 freqüentou nada menos de 265 livros, estrelou sete filmes, com diferentes atores, entre 1956 e 1970, mas limitou-se a um sucesso em sua própria terra. O Bond de Ian Fleming, nascido em Cassino Royale (1953), rompeu fronteiras e tornou-se protagonista de uma das mais bem-sucedidas franquias do mundo.

Conhecidos pelo apego à própria identidade cultural, os franceses estão investindo novamente numa tentativa de tornar OSS mais famoso. O esforço começa em Agente 117, uma aventura que se passa no Cairo de 1955, às vésperas da grande crise do canal de Suez.

O agente 117, na verdade, tem um nome sonoro – Hubert Bonisseur de la Bath (Jean Dujardin). Ele até é um sujeito fino, que adora tomar vinhos caros e vestir seu smoking. Mas a sua falta de sutileza e de percepção de diferenças culturais vão render-lhe mais incidentes internacionais do que a solução deles, que se esperava fosse seu trabalho. Em suma, o agente é um espião dos mais desastrados e incompetentes, o que o aproxima espiritualmente também de outro espião famoso, o agente 86 (que vem sendo reciclado, igualmente, no cinema norte-americano).

Hubert vai ao Egito em busca de um colega desaparecido em missão, Jack (Philippe Lefebvre), que administrava uma granja, como fachada de suas atividades secretas. Sua secretária, Larmina (Bérénice Bejo), vai ser o contato de Hubert com esse novo mundo e o alvo das piadas machistas e politicamente incorretas do mais novo espião no pedaço.

O agente 117, na verdade, pratica uma imperdoável gafe contra os muçulmanos ao interromper a tradicional prece matinal de um pregador, o “muezzin”, quebrando o alto-falante que a divulgava para a cidade – e tudo isto apenas porque o espião queria dormir até mais tarde ...

Tal como nas aventuras de James Bond, sucedem-se envolvimentos românticos do vaidoso agente, como o que mantém com a princesa Al Tarouk (Aure Atika), que se diz sobrinha do rei Farouk, o soberano deposto do Egito, mas abre mão de todo ardor patriótico, não resistindo ao charme do francês toda vez que seus caminhos se cruzam.

Comédias são, como se sabe, gênero difícil de viajar sem problemas. Muito do humor do filme é muito especificamente francês. Esse tipo de burrice ideológica e cultural do agente é muito mais uma provocação ao politicamente correto que dominou o entretenimento nas décadas recentes, detalhe que pode agradar alguns, mas não ser bem percebido por outros.

Uma nova chance de dialogar com as platéias brasileiras, em todo caso, já está sendo preparada. A nova aventura do agente será no Brasil, no filme OSS 117: Rio ne Repond Plus, cuja estréia está prevista para 2009.

Neusa Barbosa


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