Pequenas Histórias

Pequenas Histórias

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Sinopse

Filme infantil com quatro histórias curtas, sobre lendas, superstições e causos brasileiros, envolvendo uma sereia, uma procissão das almas e um sujeito muito burro. Os contos são amarrados por uma narradora, vivida por Marieta Severo.


Nota Cineweb

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Crtica Cineweb

10/07/2008

O cineasta mineiro Helvécio Ratton (Batismo de Sangue) sugere um retorno a uma infância mais idílica e menos tecnológica neste longa. O filme é uma colcha de retalhos, metafórica e literal, composto de quatro narrativas curtas costuradas por uma narradora, vivida por Marieta Severo.

O longa surgiu a partir de um curta – que é o primeiro segmento de Pequenas Histórias - quando o diretor participou de um projeto de uma TV educativa. Este curta tinha apenas 12 minutos, mas o diretor acreditava ter material para uma montagem mais longa. Por isso, resolveu produzir outros segmentos e fazer um longa de episódios.

E A Água Levou traz Patrícia Pillar no papel de uma sereia que começa a ajudar um pescador, que se apaixona por ela. Os dois acabam se casando. Para poder viver fora da água, a personagem abandona sua forma mágica, tornando-se uma mulher de verdade. Porém, essa união não será tão perfeita quando podia parecer.

O segundo segmento é protagonizado por um menino e se chama Procissão das Almas. Como na história da sereia, usa efeitos especiais para mostrar algo mágico – uma procissão de mortos que assombra um garoto. O roteiro é inspirado numa lenda de São João Del-Rei, cidade na qual o diretor passava as férias da infância.

A terceira história traz o ator Paulo José num papel inusitado: um Papai Noel. A inspiração, diz o diretor, veio dos filmes publicitários que dirigiu, nos quais atores mais velhos se fantasiavam de bom velhinho. Este segmento, aliás, é o único localizado no ambiente urbano.

Nessa história melancólica, o espírito do Natal deverá contaminar uma série de personagens e mudar as suas vidas – como a dona de uma pensão e um grupo de mendigos. No elenco também estão Maria Gladys e o ator-mirim Miguel de Oliveira, que participou da novela Desejo Proibido.

O ator Gero Camilo faz um personagem à la Mazzaropi na última parte do filme, chamada Zé Burraldo. Ele é um sujeito meio inocente que está sempre se dando mal, mas nem por isso consegue aprender.

Depois da morte do pai, ele sai andando pelo mundo com sua herança, um burro. Uma série de infortúnios faz com que ele perca o animal e se envolva em trapalhadas divertidas.

Camilo se destaca nesse longa cheio de boas intenções, algumas mal aproveitadas, compondo o personagem mais divertido de Pequenas Histórias. O roteiro de Zé Burraldo é o único baseado numa história já publicada, no caso, num conto do escritor e ilustrador paulista Ricardo Azevedo.

Como em seu O Menino Maluquinho (1993), Ratton busca trazer para a tela uma infância que não existe mais. Por isso, no fundo, o clima do filme é de uma certa nostalgia combinada com melancolia. São histórias à moda antiga, que podem cativar mais os adultos, saudosos de sua infância, do que as crianças contemporânea

Alysson Oliveira


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