Hancock

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Sinopse

Homem com superpoderes misteriosos, Hancock (Will Smith) é mal-humorado e arrebenta meia cidade toda vez que entra em ação. O encontro com uma família muda sua atitude e revela um segredo.


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Crítica Cineweb

03/07/2008

Um super-herói beberrão e desordeiro, que não se importa em destruir a cidade de Los Angeles, a qual tenta salvar da criminalidade, e que se sente à vontade em desancar as pessoas ao seu redor. Esse é Hancock, o personagem tema do novo filme de Peter Berg (de O Reino), uma paródia que oscila entre o humor e o drama.

Interpretado pelo versátil ator Will Smith (de Eu Sou a Lenda), Hancock sabe que “grandes poderes levam a grandes responsabilidades”, mas ele não é muito afeito em pensar nas conseqüências de seus salvamentos. Em uma cena de perseguição, por exemplo, embriagado, é mais danoso que os próprios bandidos ao patrimônio público e privado.

O resultado dessa irreverência é natural: a comunidade o despreza e o enxerga mais como problema do que solução. Essa é a comicidade do filme de Berg. Ao mostrar um super-herói às avessas, que se vê obrigado a fazer o bem, mesmo sem vontade, cria situações divertidas, escoradas no carisma de Smith.

O filme ganha fôlego com a entrada de um relações-públicas interpretado pelo ator Jason Bateman (de Juno), que tentará salvar a imagem de Hancock. Politicamente correto, o personagem fará de tudo para o herói voltar a ser respeitado, incluindo aí aulas de cordialidade e aterrissagens mais suaves.

No entanto, com o decorrer da projeção, o espectador pode se sentir perdido. Com muitas histórias na manga para contar, o filme descamba para algo entre comédia romântica e dramalhão em torno das próprias origens, que traz à produção um problema evidente de identidade. Como definir Hancock no final da sessão? A chancela “para todas as idades” é a que sobra.

Apesar dos problemas do roteiro, o filme se sustenta pela atuação do trio protagonista. Smith mostra que é bom para fazer rir ou chorar, ao lado de Bateman, que possui o timing imprescindível para seu personagem. Na outra ponta, está a belíssima Charlize Theron, na pele da esposa desconfiada que guarda segredos e se mostra bem mais do que uma “dona-de-casa desesperada”, para fazer referência ao seriado televisivo.

No fim, tudo levar a crer que poderá haver uma continuação, com direito a lançamento de bonecos do personagem principal e desenhos para crianças. Afinal, com a esquizofrenia do roteiro, tudo é possível.

Rodrigo Zavala


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