Valsa Para Bruno Stein

Ficha técnica

  • Nome: Valsa Para Bruno Stein
  • Nome Original: Valsa Para Bruno Stein
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2007
  • Gênero: Drama
  • Duração: 88 min
  • Classificação: 12 anos
  • Direção: Paulo Nascimento
  • Elenco: Walmor Chagas, Ingra Liberato

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Sinopse

Bruno Stein é o patriarca de uma família gaúcha. No final de sua vida, sua autoridade é contestada pelas mulheres de sua família: sua esposa (Araci Esteves), sua neta (Fernanda Moro) e a nora (Ingra Liberato), por quem ele sente uma forte atração.


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Crítica Cineweb

12/06/2008

O filme marca a volta do veterano ator Walmor Chagas ao cinema, depois de cinco anos longe das telas. Antes dele, seu último trabalho havia sido em Histórias do Olhar, de Isa Albuquerque (2002).

Astro do histórico Teatro Brasileiro de Comédia, que estreou no cinema no emblemático São Paulo S/A (65), de Luiz Sergio Person, Walmor escolhe a dedo os trabalhos de sua maturidade. Aderiu de tal forma a este Valsa para Bruno Stein, que se tornou um de seus produtores.

É fácil entender as razões: a figura do protagonista Bruno Stein cai como uma luva a um ator do porte de Walmor. Trata-se do patriarca de uma pequena família rural que contempla o arco de sua vida. É um homem forte, autoritário, não raro áspero com os afetos e com seus empregados. Não por perversidade, mas por ter formado seus valores num ambiente em que a masculinidade era forjada com dureza e até alguma impiedade. Um mundo masculino que hoje ele compartilha com os peões sob seu serviço (Marcos Verza, Sirmar Antunes e Leonardo Machado), onde este acento arcaico-rural ainda subsiste.

As mulheres da casa formam o elemento dissonante, colocando em xeque a autoridade de Stein. Sua mulher (a grande atriz gaúcha Araci Esteves, protagonista de Anahy de las Misiones), que comanda o funcionamento da casa à revelia dele. Sua neta (Fernanda Moro) que o confronta pela aridez emocional. Sua nora (Ingra Liberato, prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado 2007), que o atrai sensualmente.

Valsa para Bruno Stein representa uma sensível evolução para o diretor e roteirista Paulo Nascimento, que vinha do irregular Diário para um Novo Mundo - que recebeu um incompreensível prêmio de roteiro no Festival de Gramado 2004. Não é ainda um diretor maduro. Com um pouco mais de sutileza, de elipses, o filme seria menos reiterativo e faria jus à intensidade de sentimentos da história, adaptada do livro homônimo de Charles Kiefer. Menos música também seria bom.

Ainda assim, inegavelmente o trabalho tem integridade. Poderia muito bem ser um outro modelo de cinema acessível a grandes platéias, diferente do cultivado pela Globo Filmes. Ambientes, atores e sotaques diferentes sempre contribuem para uma saudável diversificação nos retratos do Brasil que o cinema pode produzir.

Neusa Barbosa


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