O Incrível Hulk

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País


Sinopse

Depois de um acidente radiativo, o cientista Bruce Banner se transforma numa criatura gigante, verde e perigosa toda vez que fica nervoso. Para acabar com o problema, ele busca ajuda de outros cientistas, enquanto foge de um militar que quer capturá-lo.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

12/06/2008

O Incrível Hulk não é bem uma seqüência do Hulk (2003), dirigido por Ang Lee. Por conta do fracasso de bilheteria daquela produção, este novo filme começa do zero e não perde muito tempo em explicar a origem do personagem, como o longa anterior.

Muita gente acusou o filme de Lee de ser artístico demais para o gênero, preterindo as cenas de ação em favor dos dramas pessoais dos personagens. Na verdade, o cineasta tentou injetar algo novo num gênero desgastado e o resultado, embora não de todo satisfatório, tinha personalidade.

Em O Incrível Hulk, o acidente que transformou drasticamente o cientista Bruce Banner (Edward Norton) é mostrado bem de passagem ao longo dos créditos iniciais. Atingido por uma alta carga de radiatividade, Banner se torna um gigante verde e descontrolado toda vez que fica com raiva ou experimenta emoção forte o bastante para acelerar seus batimentos cardíacos. Até a paixão.

Na primeira parte, o cientista surge na favela da Rocinha, no Rio Janeiro, onde trabalha numa fábrica de refrigerantes exportados para os Estados Unidos. Ele vive escondido, sob identidade falsa, esperando encontrar uma planta rara que o ajudará a se livrar da radiação que está em seu organismo.

As cenas brasileiras – muitas delas rodadas in loco – são carregadas dos piores clichês sobre o Brasil. Os personagens falam uma língua estranha, que não é nem português nem portunhol, e o cenário pacífico faz Tropa de Elite parecer ficção científica. Não há qualquer sinal do crime organizado nem do tráfico de drogas. A paz da favela só é perturbada quando o general Ross (William Hurt) manda um mercenário russo chamado Blonsky (Tim Roth) capturar Bruce no Rio.

Nessa perseguição, entra em cena pela primeira vez a criatura verde, o Hulk. A transformação não é mostrada nesse momento e o cenário escuro parece tenta disfarçar os efeitos especiais ruins.

Ao longo dos anos, enquanto estava isolado, fugindo do general, Bruce travou contato pela internet com um cientista, conhecido apenas como Sr. Azul, que parece ter conhecimentos para ajudá-lo. Por isso, ao escapar no Rio, Banner ele vai para os Estados Unidos – andando e pegando carona – para encontrar os dados sobre seu acidente e posteriormente tentar uma cura com o cientista.

Isso coloca Bruce novamente no caminho da cientista Betty Ross (Liv Tyler), seu grande amor, uma das pessoas que estavam presentes durante o acidente e que, por um infeliz acaso, é filha do general.

Aos poucos, o filme dirigido por Louis Leterrier (Cão de Briga) pega emprestados alguns temas de outras obras mais famosas, como A Bela e a Fera, Frankenstein, até King Kong. Betty e Bruce vivem um amor impossível, enquanto Blonksy se encanta com as possibilidades de aperfeiçoamento biológico – uma arma comandada pelo general – e se transforma, ele também, numa criatura perigosíssima.

Um problema aqui é o acúmulo de criaturas estranhas para pouca trama. Uma luta entre monstros, digna de qualquer episódio da série Godzilla, é excessivamente longa, excessivamente barulhenta, excessivamente tosca. Ou, para usar uma frase do personagem de Roth: “um novo nível de bizarro”.

Quem havia achado ruim o Hulk de Ang Lee é porque não sabia o que poderia vir ainda. Esse O Incrível Hulk é soporífero, além de desprovido de qualquer traço de personalidade. Com um filme ruim assim, não é difícil entender porque Bruce vive tendo acessos de raiva.

Alysson Oliveira


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