Banquete do Amor

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Sinopse

Várias histórias de amor se cruzam. Bradley se separa da mulher e se apaixona por Diana, que mantém um caso com um homem casado. Os jovens Chloe e Harry se apaixonam à primeira vista – mas o pai abusivo dele os obriga a encontrar um lugar para morar.


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Crítica Cineweb

08/05/2008

Este drama romântico é uma espécie de cardápio sobre os mais variados tipos de relacionamentos amorosos. Mas, como num restaurante que serve todo tipos de pratos, nenhum deles é devidamente preparado, por isso o resultado é um pouco insípido.

Numa das primeiras cenas, Harry Stevenson (Morgan Freeman, de Menina de Ouro) conta que segundo a lenda, os deuses gregos estavam entediados, por isso inventaram os humanos. O tédio não passou, então criaram o amor. Como gostaram do resultado, eles resolveram experimentar a paixão. Mais tarde inventaram o riso, para que pudessem suportá-la.

É exatamente atrás disso que está o diretor Robert Benton (Revelações, Kramer Vs Kramer): amor e risos para acabar com o tédio da existência. Baseado no romance homônimo de Charles Baxter, Banquete do Amor traz uma série de histórias românticas inter-relacionadas – algumas bem-sucedidas, outras fadadas ao fracasso.

Por amor, entenda-se não apenas o relacionamento entre homem e mulher, mas também entre amigos, pais e filhos e até animais de estimação. Essa teia de encontros e desencontros é o que dá sentido às vidas dos personagens.

Como em Sonho de Uma Noite de Verão, o amor faz todo mundo de bobo. Este filme, de certa forma, não passa de uma releitura moderna da peça de William Shakespeare, tendo o amor unindo e separando as pessoas, trazendo alegrias e sofrimentos.O diretor parece dizer que todos os relacionamentos estão fadados a experimentar um pouco de tudo em maior ou menor intensidades. E, como em qualquer esporte, competir é mais importante do que ganhar.

No time dos perdedores-que-não-desistem está Bradley (Greg Kinnear, de Pequena Miss Sunshine). Depois de ser abandonado pela mulher (Selma Blair, de Hellboy) que se apaixona por outra garota, ele conhece Diana (Rhada Mitchell, de Melinda e Melinda), uma agente imobiliária que vive um relacionamento quente com David (Billy Burke, de Brigada 49), que é casado e não que abandonar a mulher. Mesmo não apaixonada, ela aceita se casar com Bradley – o que dá início a uma série de enganos e frustrações.

Enquanto isso, a jovem Chloe (Alexa Davalos) conhece Oscar (Toby Hemingway) e se apaixonam à primeira vista. O único problema é o pai abusivo dele (Fred Ward), o que acaba obrigando o casalzinho a buscar um lar que possam chamar de seu. Para juntar dinheiro, eles começam a fazer filmes pornográficos. Mais tarde, mesmo quando uma cartomante faz uma profecia trágica, a moça não abandona o rapaz – afinal, a vidente pode ser apenas uma charlatã.

O próprio filósofo Harry tem os seus problemas. Ele e sua mulher (Jane Alexander) não conseguiram superar a morte do filho há um ano por overdose. Esse fantasma os perseguirá para sempre, embora Chloe e Oscar possam significar a chance de uma redenção.

O excesso de personagens e tramas impede que qualquer um deles seja suficientemente desenvolvido. Depois de uma adaptação fracassada de um livro complexo (A Marca Humana, de Philip Roth, que resultou no filme Revelações), o diretor aposta num tema mais popular. Mas parece confundir simplicidade com algo raso, daí nada dentro de Banquete do Amor parece muito convincente. Diferente dos deuses gregos, o diretor não tem o dom para grandes invenções, assim, o tédio domina.

Alysson Oliveira


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