Pecados Inocentes

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Sinopse

Milionários por conta de uma invenção de um avô, os Baekland são uma família neurótica. A destrutiva relação entre o casal Barbara e Brooks vai gerar uma obsessão entre Barbara e o único filho.


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Crítica Cineweb

24/04/2008

Cineasta de filmografia reduzida (oito filmes), Tom Kalin demonstra uma peculiar atração por histórias sombrias ambientadas na classe alta. Foi assim em seu filme de estréia, Swoon – Colapso do Desejo (1992), em que retratava a obsessão de dois rapazes ricos por cometerem o crime perfeito. Aliás, esta era uma história real, o caso Nathan Leopold Jr. e Richard Loeb, que foi revisitado, com mudanças, por Alfred Hitchcock em Festim Diabólico (48) e Richard Fleischer, em Estranha Compulsão (59).

Em Pecados Inocentes, curioso título brasileiro para o original Savage Grace, mais uma vez o ponto de partida está numa história real, que envolveu incesto e acabou em assassinato, em 1972. Bisneto do inventor da baquelita (um tipo de plástico), que tornou rica sua família por gerações, Tony Baekland (Eddie Redmayne) é filho de um casal desequilibrado. Sua mãe, Bárbara (Julianne Moore), veio da classe média e transforma em obsessão a tentativa de apagar os vestígios dessa origem, tornando-se a rainha das festas da sociedade. Nascido numa riqueza para a qual não contribuiu com o mínimo esforço, Brooks assiste a tudo com enfado e desprezo. Conhecendo a ansiedade de Bárbara para ser assimilada nas altas rodas, não perde uma chance de humilhá-la. É um relacionamento baseado mais em ódio do que em amor.

Certamente, Barbara não quer perder a vida confortável por nada deste mundo. Assim, é com desespero que assiste ao envolvimento do marido com uma jovem espanhola (Elena Anaya), que antes fora namorada do filho. A separação acelera a insegurança de Bárbara e aprofunda uma ligação com o filho que, desde a infância, era muito visceral. Não tardará a tornar-se física, ainda que o filho tenha revelado tendência homossexual.

Desdobrando a história, o filme de Kalin imprime aos poucos seu peso ao espectador. O roteiro de Howard Rodman, baseado em livro de Natalie Robins, permite, ainda assim, revelar traços humanos destas pessoas profundamente perturbadas. Não o bastante para invocar simpatia, mas pelo menos abrindo alguns canais a alguma compreensão.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 01/05/2011 - 18h21 - Por Maurício O Cineweb deve ter mais cuidado ao classificar a faixa etária dos filmes. Este aqui, por exemplo, "Pecados Inocentes", classificado como "livre", possui cenas de nudez masculina e feminina, relação sexual, sexo anal, beijo homossexual, entre outras que o classificariam para, ao menos, "16 anos".
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