Uma Chamada Perdida

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Sinopse

Pessoas começam a receber mensagens de voz mandadas por elas mesmas no futuro. Nos recados, dá-se detalhes sobre o dia e a hora de sua própria morte.


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Crítica Cineweb

17/04/2008

Baseado no romance de Chakushin Ari, de Yasushi Akimoto, o novo longa-metragem do diretor Eric Valette (do sonífero Sinais do Mal) é mais um produto do encantamento dos americanos com os filmes de terror japoneses.

Tal como ocorreu nas produções O Chamado (Ringu) e O Grito (Ju-On), Uma Chamada Perdida é uma refilmagem, em que se traduz o fielmente o roteiro, adicionando algumas gírias americanas e uma produção impecável.

O mote da história é simples: misteriosos recados são deixados na caixa postal do celular de jovens universitários. As mensagens não apenas indicam a data e hora da morte, como a pessoa escuta as suas últimas palavras (em grande parte, gritos histéricos). Daí para frente, um por um, os jovens começam a morrer nas mais dramáticas situações.

Diferentemente do que ocorre com O Chamado, em que a pessoa precisa assistir a um vídeo e, aí, receber o telefonema fatal, a escolha de quem irá morrer é mais aleatória nesta produção. No entanto, quando Beth Raymond (a fraca Shannyn Sossamon, de Regras da Atração) percebe que os jovens assassinados fazem parte de seu círculo de amizades, sabe que, mais cedo ou tarde, será a próxima.

A protagonista, assim, passa a buscar a origem dos misteriosos recados, com a ajuda do atencioso detetive de polícia Jack Andrews (Ed Burns, de O Resgate do Soldado Ryan). Como de praxe, durante a empreitada eles irão enfrentar fantasmas demoníacos e lugares aterrorizantes.

Paralelamente a isso, Beth é assombrada por visões de seu próprio passado, em que aparentemente é maltratada pela mãe. Um imbróglio - a princípio sem sentido - que só será revelado e justificado no desfecho da historia.

Comparativamente, há muito poucas diferenças entre este filme e seu antecessor Chakushin Ari (de 2003). Exceto, evidentemente, o fato de a produção ser mais bem realizada e a predileção por parte dos americanos em aumentar exponencialmente o número de sustos durante a projeção. Uma saída fácil quando o filme não dá medo.

Lá fora, Chakushin Ari tornou-se uma franquia, com direito a duas seqüências. No entanto, o pouco sucesso de Uma Chamada Perdida minou, pelo menos por enquanto, os planos da Warner Bros em apostar numa continuação. Ainda mais de uma história tão mal costurada quanto esta.

Rodrigo Zavala


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