Vanilla Sky

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Crítica Cineweb

12/02/2003

O galã Tom Cruise entrou numa de "espelho, espelho meu, quem no mundo é mais bonito do que eu?" nesta fita que é uma refilmagem de Preso na Escuridão, uma produção espanhola de 1997, assinada pelo agora muito promissor Alejandro Amenábar (diretor de Os Outros).

Fora a exibição ostensiva da própria beleza e da boa forma, ainda impecáveis aos 39 anos do ator, Cruise realmente não tem do que se orgulhar neste filme confuso e sem nenhum ritmo. O ator interpreta David Aames, um mauricinho, único herdeiro de um império editorial, que curte a vida adoidado e, mesmo trintão, ainda não quer saber de nenhuma responsabilidade. Cerca-se de todo o conforto que o dinheiro lhe dá e de belíssimas mulheres, como Julie Gianni (Cameron Díaz).

O problema é que o bonitão é volúvel e a namorada, ciumenta. No dia do aniversário do rapaz, um amigo dele (Jason Lee) tem a má sorte de comparecer levando sua nova paquera, Sofia Serrano (Penélope Cruz). David cai de amores pela morena, enfurecendo Julie. No dia seguinte, a loira revida, convidando David para um aparentemente inocente passeio de carro. No meio do caminho, sofre uma síndrome de Glenn Close em Atração Fatal e provoca um medonho acidente.

Sem entrar muito em detalhes, o acidente muda radicalmente a sorte e a boa aparência do herdeiro Aames, que logo à frente vai encarar uma acusação de assassinato e visões das mais estranhas - estaria ficando louco? A fronteira que separa realidade e ilusão não é muito fácil de distinguir. O espectador vai ter de se armar da maior paciência para desenrolar o fio do imbroglio e, ao final da trajetória, poderá não ficar muito convencido nem se entreter com o que acabou de assistir.

Este filme foi uma verdadeira ação entre amigos entre Cruise, sua habitual produtora Paula Wagner e o amigo e diretor Cameron Crowe - que o acompanhou em Jerry Maguire - A Grande Virada, que deu a Cruise uma indicação ao Oscar em 96. Apesar disso, o resultado na tela não tem alma, nem ousadia. Por isso, parece mesmo uma empreitada destinada a alimentar a vaidade do ator.

O galã, aliás, vive uma trajetória oposta à de sua ex-mulher, Nicole Kidman, em alta vertiginosa desde a separação. Curiosamente, foi a admiração pela fita de Amenábar adaptada aqui que aproximou Cruise e Nicole do diretor espanhol. Este vendeu ao ator os direitos da refilmagem e aproveitou o contato para convidar Nicole para estrelar Os Outros. Vendo Vanilla Sky - um título estranho, que remete a uma cor de céu especial retratada numa tela de Monet - todo mundo vai entender quem levou a melhor profissionalmente. Pode ser que no amor Cruise tenha compensado, conquistando Penélope Cruz - cujos predicados artísticos e estéticos, porém, as más línguas têm colocado muito em dúvida, ainda mais diante do carisma estonteante de Nicole Kidman.

Neusa Barbosa


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