Antes de Partir

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Sinopse

Edward Cole (Jack Nicholson) é bilionário. Carter Chambers (Morgan Freeman), um mecânico remediado. Os dois passaram dos 65 anos, têm câncer e a expectativa de viver só mais um ano. Aí, eles fazem uma lista de tudo o que não puderam fazer antes e saem viajando pelo mundo.


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Crítica Cineweb

21/02/2008

O humor negro contido na proposta e no título original desta comédia (The Bucket List, ou seja, a lista que se quer fazer na vida antes de ‘chutar o balde”, i. e., morrer) foi perdido na solenidade do título brasileiro, Antes de Partir.

Certamente, este é o menor dos problemas deste filme, que nasceram na origem, ou seja, num roteiro, de Justin Zackham, que engavetou em clichês boa parte da graça da idéia original. Que é bem simples: dois sessentões, Edward Cole (Jack Nicholson) e Carter Chambers (Morgan Freeman), tiveram câncer, recuperaram-se temporariamente, mas não devem esperar mais de um ano de vida. Isso garantem os médicos.

Colocados no mesmo quarto de hospital por obra do destino, o bilionário Cole e o remediado Carter decidem passar esse provável último ano de vida fazendo tudo que não puderam ou quiseram antes. Para isso, escrevem uma longa lista de desejos – a tal lista antes de “chutar o balde”.

Neste mundinho estreito delimitado pelo roteiro, mulheres só atrapalham. Assim, a primeira coisa que Carter deve fazer é manter longe sua mulher, Virginia (Beverly Todd) – por mais adorável que ele admite que ela tenha sido sempre em 40 anos de vida em comum. Cole não precisa dar-se ao trabalho, porque sua vida amorosa resume-se a uma longa coleção de divórcios e relacionamentos fugazes.

Assim, os dois madurões põem-se a bordo do jatinho do bilionário e fazem viagens a locais que estão sempre nos roteiros turísticos mais manjados do mundo – as pirâmides do Egito, o Himalaia, o Tah Mahal... As aventuras passam por saltar de páraquedas e dirigir um possante Mustang Shelby a toda velocidade. Ninguém espere surpresas nem originalidade.

Repetindo pela enésima vez papéis que já fizeram antes, Freeman encarna o homem sensato e de bons sentimentos, enquanto Nicholson fica com a vaga de cínico e debochado de plantão. Assim, entre uma escala e outra, Carter tenta injetar um pouco de sentimentos no coração de Cole, convencendo-o de que deve procurar sua filha, de quem se afastou há anos. O outro, por sua vez, acha que Carter precisa dormir com outra mulher além da sua, coisa que ele nunca fez até hoje, antes de passar desta para melhor.

Contando com dois atores deste quilate, ao lado de Sean Hayes (da série Will & Grace), ficaria difícil não haver nenhum bom momento. Há vários. Mas, surfando entre tantos clichês, impossível não pensar em que filme incrível poderia ter sido feito com a parceria destes atores. Antes que seja tarde.

Neusa Barbosa


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