P. S. Eu Te Amo

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Sinopse

Holly e Gerry formam um casal apaixonado. Um dia, ele morre e ela entra em depressão. Até o dia em que começa a receber cartas que Gerry programou para que ela recomeçasse sua vida.


Extras

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- Ficha Técnica

- Trailer

- Entrevistas

- Bastidores


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

04/01/2008

Hilary Swank desfaz o estereótipo de mulher decidida e durona, conseguido graças aos personagens que lhe valeram seus dois Oscar (Meninos não Choram, em 99 e Menina de Ouro, em 2004), e a vários papéis recentes em policiais, para encarnar uma heroína romântica frágil e cheia de dúvidas.

No papel de Holly Kennedy, ela é uma viúva recente - e isto não é revelação que estrague surpresas, já que acontece na primeira seqüência do filme. Afundada na depressão, ela passa seus dias trancada no apartamento, vendo filmes antigos, cantando com Judy Garland a canção PS I Love You - clássico com letra de Johnny Mercer e música de Gordon Jenkins que já embalou muitos corações partidos desde sua criação, em 1934.

Amigas (Gina Gershon e Lisa Kudrow) e mãe (Kathy Bates) fazem de tudo para levantar seu astral. Nada funciona. Até que começam a chegar pelo correio inspiradas cartas que o falecido (Gerard Butler) tinha se encarregado de postar antes de sua morte, com datas espaçadas. Com muito conhecimento da psicologia da mulher, as cartas do marido obedecem a um programa de ajuda, que tem por objetivo restaurar o gosto de viver no coração de Holly. Com uma generosidade que, ironicamente, um ciumento marido irlandês só teria não estando mesmo vivo para presenciar.

Protagonista do épico 300, Butler comparece nos diversos flashbacks que contam para o público como essa história de amor foi incrível. O ator escocês aproveita, tanto como Hilary, a oportunidade para mostrar versatilidade num papel bem mais delicado do que os que ele costuma interpretar, solicitando mais músculos para nuances de atuação.

Com um de seus protagonistas morto, a proposta de filme romântico parece arriscada. Mas, como se viu em Ghost – Do Outro Lado da Vida (90) e tantos outros representantes dessa modalidade de romance mediúnico e seus derivados, tem enorme potencial de emocionar o público a que se destina. Ainda mais dada a qualidade de seu elenco e a um certo engenho na construção do roteiro, adaptado do romance de Cecelia Ahern pelo também diretor Richard LaGravenese.

Não falta experiência a LaGravenese para amarrar solidamente a história. Afinal, ele é roteirista bem mais experiente, até do que diretor, tendo escrito ou adaptado as histórias de O Pescador de Ilusões (91), As Pontes de Madison (95) e O Encantador de Cavalos (98). Seu mais recente trabalho como diretor foi o segmento “Pigalle”, dentro do filme coletivo Paris, Te Amo, que celebrou os 60 anos do Festival de Cannes, em 2007.

Apesar de travado, aqui e ali, por alguns dos clichês esperados neste tipo de história, felizmente, foge-se de soluções fáceis demais, especialmente nos romances da Holly com alguns novos homens de sua vida, William (Jeffrey Dean Morgan) e Daniel (Harry Connick Jr.). A idéia parece ser reforçar o surgimento de uma nova mulher, mais madura em relação a tudo, capaz até de superar o tradicional chavão que deposita no encontro do amor a chave de toda a felicidade feminina. Só este toque realista já vale para respeitar o filme – que, é bom que se diga, infiltra humor e leveza em doses generosas.

Neusa Barbosa


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