A Espiã

Ficha técnica

  • Nome: A Espiã
  • Nome Original: Zwartboek / Black Book
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Holanda
  • Ano de produção: 2006
  • Gênero: Guerra
  • Duração: 145 min
  • Classificação: Livre
  • Direção:
  • Elenco:

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País


Sinopse

Rachel (Carice van Houten) é uma cantora judia holandesa. Depois de perder a família. ela entra na Resistência e se infiltra entre os oficiais nazistas.


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Crítica Cineweb

10/01/2008

Paul Verhoeven volta à sua Holanda natal com o suspense de guerra A Espiã, depois de uma carreira de mais de 20 anos, que não comporta facilmente rótulos nos Estados Unidos, onde fez filmes dos mais variados gêneros, de RoboCop a “Showgirls”, passando por Instinto Selvagem. Por sua vez, A Espiã tem o diferencial de mostrar algo raramente abordado no cinema: a resistência nazista na Holanda. Exceto por Soldado Laranja, do mesmo diretor.

A história, como é de praxe no gênero, é baseada numa figura real, uma cantora judia – interpretada pela holandesa Carice van Houten - que com sua família tenta chegar ao sul da Holanda, livre da ocupação nazista. O barco é interceptado, todos são executados, mas ela consegue fugir. Mais tarde, Rachel Stein assume o nome de Ellis de Vries e se aproxima de oficiais da SS.

Mas como esse é um filme de Verhoeven, o diretor mostra o que há de sub num mundo que já não é muito agradável de se visitar. O diretor também não está nenhum pouco interessado em tornar esse passeio minimamente palatável, e por isso, não se importa em construir a trama em quase duas horas e meia.

É uma trama absorvente de fato – embora a trilha sonora seja onipresente e ruim – porque sempre fica no ar o que de pior pode acontecer com Rachel/Ellis. O pior dos piores inclui um banho de excremento – quando ela erroneamente tomada como uma colaboradora depois da queda dos nazistas.

Mas de tudo que há de difícil na jornada da personagem, o pior não são as humilhações e o medo – mas descobrir a sordidez do que as pessoas são capazes. Todos traem, viram a casaca ou não hesitam em entregar os amigos para salvar a pele. Em meio a tanta gente ruim, se sobressai Ludwig Müntze (Sebastian Koch, de A Vida dos Outros), oficial da SS e grande amor da vida da protagonista.

As intenções são grandes – dar a dimensão histórica e ir fundo na natureza humana – e Verhoeven nem sempre consegue abraçar tudo que está em sua frente. A quantidade de reviravoltas calculadas do filme também só servem para distanciar o foco. O melhor de tudo acontece no final pessimista, num kibutz em Israel – seria até interessante se o diretor optasse por passar mais tempo nesse cenário.

Alysson Oliveira


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