Santos e Demônios

Ficha técnica

  • Nome: Santos e Demônios
  • Nome Original: A Guide to Recognizing Your Saints
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2006
  • Gênero: Drama
  • Duração: 98 min
  • Classificação: Livre
  • Direção:
  • Elenco: Robert Downey Jr.

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País


Sinopse

Nos anos 80, Dito Montiel mora em Queens, Nova York, numa vizinhança abalada pelas violentas brigas entre turmas rivais. Ele sonha em sair dali, mas seu pai não quer ouvir falar disso.


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Crítica Cineweb

13/12/2007

Deixando de lado problemas com drogas e a justiça, ocorridos no final dos anos 90, o ator Robert Downey Jr. vive uma boa fase em sua carreira. Não pára de filmar, tem feito bons papéis e, o que é melhor, vem usando suas próprias cicatrizes em proveito deles.

É o que acontece neste drama simples, ambientado no subúrbio de Queens, Nova York, nos anos 80. Downey vive o protagonista, Dito Montiel (que é uma pessoal real, aliás, o roteirista e diretor do próprio filme). Quinze anos depois de ter abandonado a casa paterna, os amigos, a namorada e todas as referências que tinham feito parte de sua vida até ali, Dito volta. Vem rever o pai doente (Chazz Palminteri), a mãe (Dianne Wiest) e um passado que não parou de reverberar dentro dele, ainda que tenha lhe fornecido o material para escrever livros de relativo sucesso, em Los Angeles.

Aos 42 anos, Downey é capaz de encarnar com intensidade e contenção o papel deste homem que pela primeira vez olha de frente os fantasmas que deixou para trás, até para salvar-se de um destino idêntico à maioria dos amigos – que oscilam entre a ociosidade e o crime, quando não a cadeia mesmo.

Em flashback, encena-se a história de Dito jovem (vivido por Shia LaBeouf). Naquele momento, ele não largava de amigos de infância como Antonio (Channing Tatum), garoto forte que vive sendo espancado pelo pai, e o pacato Nerf (Peter Anthony Tambakis). Passando o dia nas ruas, os três não têm muito o que fazer, exceto mexer com as meninas e, eventualmente, arrumar uma briga com valentões que moram em ruas próximas e são de outras origens étnicas, como os porto-riquenhos ou os negros.

Dito não é de briga, o que não parece totalmente satisfatório para seu próprio pai, Monty, um ex-boxeador aposentado e epiléptico, que teria talvez uma expectativa de que o filho único o redimisse. Sua relação com o pai, aliás, é crucial. Aparentemente suave, o pai é também opressivo. Não quer nem ouvir falar dos sonhos do filho de sair dali, nem quando isto se torna uma necessidade, porque virou alvo de uma gangue de adolescentes violentos. Monty não sabe ouvir, este é o problema.

Laurie (Melonie Diaz) é a outra raiz de Dito neste lugar. E ela também não quer saber de sair dali. O filme conta o processo pelo qual o rapaz criou coragem para largar tudo e criar uma outra identidade.

Um problema está nas quebras do ritmo dramático. Muitas vezes, há redundância, repetição, e uma insistência que termina por tornar-se excessiva de que Dito teria abandonado todo mundo. O que mais ele poderia fazer para não sucumbir àquele pântano de falta de perspectivas que é a vida naquele subúrbio, naquele momento ?

Apesar disso, o filme tem energia e performances inspiradas de todo o elenco, que mereceu levar o Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance em 2006. Além disso, Dito Montiel, o verdadeiro, ficou com o troféu de melhor diretor de filme dramático no mesmo festival.

Neusa Barbosa


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