Conduta de Risco

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Sinopse

Michael Clayton (George Clooney) é um advogado especializado em limpar as trapalhadas de clientes milionários. Porém quando um colega de trabalho (Tom Wilkinson) surta, ele também começa a ter uma crise moral.


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Crítica Cineweb

06/12/2007

Dentro das grandes corporações, muitas vezes ocultam-se operações duvidosas. A diferença é que uns varrem a sujeira para debaixo do tapete. Outros contratam uma outra pessoa para fazer isso. O protagonista de Conduta de Risco é um advogado especializado nesse tipo de faxina. Ele se chama Michael Clayton e é interpretado por George Clooney.

Nos últimos anos, o ator tem-se dividido entre dois tipos de filmes: os sérios com questões políticas e morais, como Syriana e Boa Noite e Boa Sorte; e os que são pura diversão, como a franquia iniciada com 11 Homens e um Segredo. Conduta de Risco pertence ao primeiro grupo. Escrito e dirigido por Tony Gilroy – roteirista da trilogia Bourne –, o longa é um suspense denso, sombrio e cerebral sobre o mundo das grandes corporações e as maquinações por trás do mundo dos grandes negócios.

Michael Clayton, como ele mesmo se define, é um ‘faxineiro, não um milagreiro’. Ele trabalha numa grande firma de advocacia e é capaz de “limpar” qualquer coisa, desde acidentes de carro até desonestidades cometidas por políticos. Já sua vida pessoal não está nada boa, pois não tem tempo para o filho e está atolado em dívidas de jogo.

Pior do que tudo isso é o dilema interno que consome Michael. Ele está cansado do seu trabalho, cheio de correr riscos para limpar o nome de terceiros. Para piorar, seu chefe (interpretado pelo cineasta Sidney Pollack) entrega-lhe uma nova tarefa: dar um basta nas besteiras de Arthur Edens (Tom Wilkinson) – um dos mais importantes funcionários da firma de advocacia, que parece ter um colapso nervoso e tenta sabotar os casos envolvendo uma empresa química que pode ter envenenado diversas pessoas.

Essa empresa é representada por Karen Crowder (Tilda Swinton), uma espécie de Michael Clayton de saias e sem escrúpulos. Ela não mede esforços para que a companhia não caia em desgraça. As artimanhas de Karen fazem dela uma mulher mais fria e perigosa do que Lady Macbeth.

Como já fizera com o protagonista da trilogia Bourne, Gilroy coloca o personagem central questionando a si mesmo, sua personalidade e seus métodos, o que, eventualmente, leva-o a uma grande crise moral. Se no final, o filme parece render-se às fórmulas habituais em Hollywood, a jornada até chegar lá é sombria e assustadora, e isso é o que vale.

Alysson Oliveira


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