A Lenda de Beowulf

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Sinopse

Na Dinamarca, onde o reinado de Hrothgar (Anthony Hopkins) é assombrado pelo gigante Grendel (Crispin Glover). A criatura espalha o terror nos vilarejos e devora humanos em sua caverna. O guerreiro Bewolf (Ray Winstone) tenta derrotá-lo.


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Crítica Cineweb

29/11/2007

Baseado em um poema épico saxão, trata-se de um dos blockbusters mais esperados do ano. Dirigida por Robert Zemeckis (de Forrest Gump e Expresso Polar) a produção chama a atenção por ser protagonizada pelos digitalizados Ray Winstone, Angelina Jolie, Anthony Hopkins, John Malkovich e Robin Wright Penn e por ter cópias em 3D, numa versão para crianças.

O filme leva o espectador a um “tempo de heróis”, na Dinamarca, onde o reinado de Hrothgar (Hopkins) é assombrado pelo gigante Grendel (Crispin Glover). A criatura espalha o terror nos vilarejos e devora humanos em sua caverna. As tentativas para matá-lo mostram-se infrutíferas até a chegada do guerrero Beowulf (Winstone), que vence o monstro.

O incidente, por sua vez, desperta a ira da mãe de Grendel (interpretada por Jolie), que jura vingança. No entanto, o herói faz um pacto com a misteriosa criatura, que conserva sua vida, mas o amaldiçoa para sempre.

A trama já foi adaptada anteriormente para o cinema, em filmes invariavelmente ruins. Esse é o caso de Beowulf - O Guerreiro das Sombras (1999), estrelado por Christopher Lambert (de Highlander, O Guerreiro Imortal), e do recente A Lenda de Grendel (2005), protagonizado por Gerard Butler (de 300). O grande diferencial da produção de Robert Zemeckis é a criação de atores virtuais, tal como fez em Expresso Polar. A técnica utilizada é conhecida como performance capture (captura de performance), que possibilita apreender os menores movimentos dos atores e transformá-los em animação. A novidade pode ser interessante do ponto de vista tecnológico, mas é catastrófica para performances dramáticas. Os atores transformam-se numa espécie de zumbis, cujas feições não tem vida, e nunca parecem estar no mesmo nível que seu entorno – causado provavelmente pelo preciosismo de seus primeiros planos.

O resultado disso é a impressão de que se está assistindo a uma longa introdução de um videogame de última geração. Mesmo a versão em 3D, disponibilizada em alguns cinemas, não consegue minimizar esse problema.

Um ponto positivo do filme é sua sobriedade. O diretor não abusa dos efeitos especiais, desenrolando a história de forma relativamente tranqüila, favorecendo sua a própria condição épica. Mas é só.

Não deixa de ser curiosa a sensação final passada por esta produção. O fato é que o Beowulf de Zemeckis não parece realmente um grande herói. Diferentemente do poema épico, o personagem está mais para um mentiroso com sorte e dado à luxúria.

Para os indecisos, a dica é assistir a versão legendada. Alguns personagens foram mal dublados na versão brasileira, como, por exemplo, a mãe de Grendel. A canção de ninar da personagem ficou desagradavelmente desafinada, o que provocou risos espontâneos na platéia, durante pré-estréia.

Em tempo: A Lenda de Beowulf estréia em circuito nacional com 272 cópias, das quais 85 são dubladas, incluindo aí as salas 3D. Em São Paulo, a tecnologia está disponível no Cinemark dos shoppings Eldorado e Market Place. No Rio de Janeiro, o filme poderá ser visto em 3D no Cinemark Downtown e no UCI Kinoplex Norte Shopping. Em Florianópolis, haverá sessões no Cinemark Floripa Shopping.

Neusa Barbosa


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