Eu e as Mulheres

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Sinopse

Carter (Adam Brody) levou fora da namorada e está em crise no trabalho. Decide visitar a avó deprimida e faz amizade com as mulheres, de várias idades, que moram em frente.


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Crítica Cineweb

29/11/2007

Adam Brody faz sua passagem das séries de TV – como Gilmore Girls e The O.C. - para seu primeiro papel como protagonista em cinema nesta comédia dramática que marca também a estréia cinematográfica do diretor e roteirista Jon Kasdan.

Com certeza, não é por acaso que a profissão de Carter Webb (Brody) seja roteirista. Kasdan Jr., filho do consagrado diretor e produtor Lawrence Kasdan (de Corpos Ardentes e O Turista Acidental) deve ter injetado muito suco autobiográfico aqui - senão nos incidentes, pelo menos nos sentimentos.

Aos 26 anos, Carter vive uma grande crise. Levou um fora da belíssima namorada Sofia (Elena Anaya), uma atriz famosa. Não conseguiu ainda encontrar seu lugar na profissão. Por conta disso, sobrevive escrevendo roteiros de pornografia leve. Não dá para se entusiasmar.

Achando bom mudar de ares, ele troca Los Angeles pelo subúrbio de Detroit onde mora sua avó, Phyllis (Olympia Dukakis). Bem mais deprimida do que o neto, a avó está obcecada pela idéia da morte. Sua filha (JoBeth Williams), mãe de Carter, não tem tanta certeza de que é uma boa idéia ele ter tal companhia. Por incrível que pareça, ele é quem insiste.

Mais do que a avó, quem recebe a chegada do desconhecido como um presente é o trio feminino da família que mora em frente, formado pela mãe Sarah (Meg Ryan), a filha adolescente Lucy (Kristen Stewart) e a caçula precoce Paige (Mackenzie Vega).

Carter preenche o imaginário das três e torna-se amigo de Sarah, com quem troca confidências em longos passeios. Num outro momento, será Lucy a ter outras expectativas em relação ao amigo mais velho.

O filme é agradável em diversos momentos, mas seria bem melhor se tivesse coragem de explorar mais a fundo estes relacionamentos, bem como as fantasias e inadequações de Carter em relação às mulheres. Ele é, certamente, um personagem simpático e sensível – o que, aliás, é uma verdadeira dádiva, se consideramos a legião de personagens idiotizados das comédias adolescentes.

Carter vive um processo de amadurecimento e confronta suas dores com outras bem maiores – como é o caso de Sarah, interpretada com delicadeza por uma Meg Ryan que começa a lidar - e até bem - com sua idade madura. Eu e as Mulheres é doce, mas um pouco irrelevante. Todos já viram filmes como este dezenas de vezes.

Neusa Barbosa


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