Os Donos da Noite

Ficha técnica


País


Sinopse

Bobby Green (Joaquin Phoenix) é gerente de uma danceteria onde rola o tráfico de drogas. Seu irmão (Mark Wahlberg) e pai (Robert Duvall), que são policiais, querem pegar o chefe dos traficantes, o que dá início a uma caçada aos homens da lei.


Extras

- Sinopse

- Ficha Técnica

- Trailer


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

14/11/2007

Drama policial dirigido por James Gray, que estreou no cinema com Fuga para Odessa, vencedor do Leão de Prata (melhor direção) no Festival de Veneza de 1994. Em seu segundo filme, Caminho sem Volta, conseguiu emplacar a seleção oficial do Festival de Cannes de 2000, tendo no elenco pela primeira vez a dupla Joaquin Phoenix e Mark Wahlberg.

Gray repete a escalação dupla para contar a história de uma família dividida em torno da lei. Phoenix interpreta Bobby Green, filho pródigo de um clã de policiais, que é gerente de uma danceteria no Brooklyn novaiorquino, pertencente à máfia russa. Há anos, ele vive apartado nesse ambiente, usando inclusive um sobrenome diferente de seus parentes, que se chamam Grusinsky.

Sem saber nada de seu parentesco, o chefão russo, Marat Bujayev (Moni Moshonov), trata Bobby como filho. O sobrinho de Marat, Vadim (Alex Veadov), controla o tráfico de drogas, usando o clube noturno como base de operações. Bobby sabe de tudo, mas finge que não vê, além de ser um usuário eventual.

Bobby está feliz nesta vida, ao lado da namorada Amada Juarez (Eva Green). A tranqüilidade é apenas aparente. Seu pai, Burt (Robert Duvall), e seu irmão, Joseph (Mark Wahlberg), respectivamente, o chefe e o subchefe da polícia de Nova York, querem prender Vadim, cujas atividades acompanham há tempos. Uma operação liderada por eles desencadeia uma caçada implacável aos homens da lei.

Quando Joseph sofre um atentado e é quase morto a tiros, Green entra em crise de consciência. E resolve que é hora de colaborar com a polícia, fazendo uma incrível reversão do personagem. Não só ele se torna agente policial, como aceita correr o risco de continuar infiltrado entre os russos até quando for possível. Não dá para engulir muito esta virada. Muito menos, a visão idealizada da polícia que o filme procura passar. A América reacionária de Bush transpira até na ficção de Hollywood. Isto pode explicar, quem sabe, as vaias que o trabalho recebeu na sessão de imprensa do Festival de Cannes de 2007, onde participou da competição oficial.

Este jogo duplo do protagonista até levanta algumas semelhanças como Os Infiltrados, que deu o Oscar de melhor diretor a Martin Scorsese este ano. Mas Os Donos da Noite perde feio na comparação. Além de uma história com menos adrenalina, o roteiro registra algumas fragilidades. A maior delas, o parentesco de Bobby com o alto escalão policial passar despercebido no coração da máfia russa mediante uma simples troca de sobrenome. Já não se fazem bandidos como antigamente. Ou roteiristas.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 02/04/2010 - 03h25 - Por William Wilkens Paulo Meu Deus do Céu!!! Conheço a pouco tempo o site CineWeb e não me interessei pelo que li. Explico, porque além de notícias sobre os filmes, gosto de conferir as críticas destes para me "situar" quais são os filmes "bons". Aí, no site, me deparo com análises de alguns filmes, análises feitas por uma crítica chamada Neusa Barbosa, e, lógico que pela minha opinião, vejo que o filme "Os Donos da Noite" é classificado como um filme ruim, em contrapartida o filme "Gran Torino" é qualificado como um bom filme... Meu Deus do Céu!!! "Os Donos da Noite" é muito filme (Bush... nada tem de Bush, tem é uma Nova Iorque antes de Rudolph Giuliani e seu "Tolerância Zero")... e Gran Torino é muito ruim, nem sei qual é a mensagem do filme, de roteiro e direção péssimos.
  • 02/04/2010 - 19h18 - Por Neusa Barbosa Caro William: aceito totalmente que vc discorde da minha avaliação deste filme. Até porque crítica não é lei. Cada um sente e avalia um filme à sua maneira - aí está a beleza da liberdade de opinião.
    Só uma observação: Quando eu falo de Bush aqui, me refiro ao momento em que o filme foi realizado, não à época da história.
    E discordo totalmente da sua opinião sobre "Gran Torino" - é um belo filme e o forte dele, justamente, é sua direção. É um grande filme sobre como os diferentes podem conviver.
    abraço
    Neusa
  • 04/04/2010 - 01h12 - Por William Wilkens Paulo Desculpa Neusa e site CineWeb, talvez, não, com certeza, eu fui "agressivo" em minha crítica a sua crítica. Realmente gosto não é um padrão, e opinião diversa é aquilo que faz um mundo ser tão variado e diverso. Peço desculpas pela indelicadeza, é que definitivamente não gostei de Gran Torino (já reparei que não gosto do Eastwood) e me surpreendi positivamente com Os Donos da Noite, por ser cliche total e ainda agradar (James Gray mando bem... fora Amantes que tb não gostei). Reitero minhas desculpas se fui rude.
    William
  • 04/04/2010 - 11h46 - Por Neusa Barbosa olá William: não há problema, às vezes a gente se empolga mesmo. Não houve ofensa!
    Quanto ao Eastwood, espero que um dia vc reconsidere: o velhinho nunca esteve em melhor forma na carreira, na minha opinião. "Sobre Meninos e Lobos" e "Cartas de Iwo Jima", especialmente, acho obras-primas.
    Mas continue escrevendo, vamos trocar ideias. Isso é o melhor,
    bjs
    Neusa
  • 05/04/2010 - 05h32 - Por William Wilkens Paulo Olá "amiga" Neusa. Eastwood... não gosto do velhinho não, talvez os únicos que achei razoáveis foram "Meninas de Ouro", "Cartas de Iwo Jima" e "Os Imperdoáveis", mas "Sobre Meninos e Lobos" eh muito ruim... rs... e "Gran Torino" tb fraco, neste a amizade dele com o japinha foi péssima, nem sei que mensagem o filme passa, ainda mais com aquele final... ambos (MdO e GT) não me despertaram empatia com os personagens. Considero um diretor supervalorizado pelo nome que têm no cinema americano, uma prova disso eh o Oscar por "Os Imperdoáveis" e "Menina de Ouro", ambos melhor filme e direção. Caso queira "conhecer" meu gosto em filmes, acesse http://epipoca.uol.com.br/salavip_users.php?idu=118435... mas passarei a escrever opiniões aqui.
    Abraços... William
  • 11/12/2010 - 19h32 - Por Pery Olá.
    Acredito que muitos subestimaram esse filme, que goza de uma rigorosidade técnica muito grande e de uma história muito bacana. Os clichês, na minha opinião, não emprobrecem o filme, pois fazem parte das histórias. O que importa é saber usá-los bem. E o diretor consegue isso. O filme é INTENSO e TENSO até onde não pode mais. Clao que tem falhas. E não dá pra compará-lo com Os infiltrados, acho que a essência772z do filme é totalmente diferente

    É isso. Abraços!
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