Leões e Cordeiros

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País


Sinopse

O ambicioso senador Jasper Irving (Tom Cruise) convoca uma entrevista para uma poderosa jornalista de TV (Meryl Streep) para falar de uma operação secreta no Afeganistão. Durante a conversa, alguma coisa dá muito errado.


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Crítica Cineweb

08/11/2007

Engajado na arte e na vida real, Robert Redford volta à cadeira da direção depois de sete anos (desde Lendas da Vida, 2000) para realizar uma história que põe o dedo na ferida da guerra. Redford não só dirige como produz e atua, comandando um dos principais focos do roteiro, escrito por Matthew Michael Carnahan.

Na pele do professor universitário Stephen Malley, Redford incorpora uma espécie de centro moral do filme, que busca refletir sobre a responsabilidade individual e coletiva e motivar um aluno brilhante, mas acomodado, Todd (Andrew Garfield). Personagem menos atraente da trama, Todd tem uma função essencial neste drama moral – representar o símbolo de uma certa juventude americana que está negociando seu talento pelo maior preço e o sucesso material mais rápido. E assim, abrindo mão de um papel social mais incisivo nas decisões políticas da potência que exerce a função de policial no mundo.

O fogo cruzado é bem mais direto na pele dos soldados Ernest Rodriguez (Michael Pena) e Arian Finch (Derek Luke). Envolvidos numa missão secreta no Afeganistão, eles caem em local perigoso, sob a mira de milícias talebãs. Sua vida depende essencialmente da rapidez de um resgate e de decisões políticas que são tomadas a milhares de quilômetros dali. Mais precisamente, no gabinete do senador Jasper Irving (Tom Cruise) que, naquele momento, dá uma entrevista exclusiva a uma veterana repórter de televisão, Janine Roth (Meryl Streep).

A entrevista é o foco mais importante da ação, porque escancara os poderosos mecanismos de propaganda que colocam em movimento as máquinas de guerra - da qual é parte fundamental o controle da opinião pública. O convencimento da tarimbada repórter de que será vitoriosa esta nova operação executada no Afeganistão é, portanto, mais uma estratégia bélica. No caso, do senador jovem, ambicioso e de olho na Casa Branca e republicano, certamente, como demonstra uma imagem de Bush Jr. na parede, mostrada pela câmera com nitidez inconfundível.

Nos três focos narrativos, no front, no gabinete do senador e na sala do professor, revela-se três becos sem saída, verdadeiro paradigma do atoleiro em que se encontra a nação norte-americana por conta das guerras recentes. Nunca se duvida, portanto, de que lado está a lealdade do filme que, ao filtrar razoavelmente o didatismo, procura levantar reflexões. Que não são capazes de embalar qualquer sono, mesmo o dos justos.

Neusa Barbosa


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