Vidas Secas

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Crítica Cineweb

11/02/2003

Um caso raro de adaptação para o cinema que nada deve à história original, do livro homônimo de Graciliano Ramos. O vencedor do grande prêmio da crítica do Festival de Cannes de 1964, Vidas Secas é a comovente história da família do retirante Fabiano e sua cadela Baleia, síntese da vida de milhões de flagelados da seca nordestina. A saga dessas pessoas é contada com poucas falas e planos longos, sem trilha sonora musical - só o som do carro de boi é ouvido - e fotografia em preto e branco ( de Luis Carlos Barreto) que, sem o uso de filtros, é fiel à aridez da caatinga.

Na década de 40, entre duas grandes secas que assolam o sertão nordestino, a família de Fabiano parte em busca de um destino melhor, chegam a uma casinha abandonada e por lá se assentam. O dono das terras tenta expulsá-los, mas Fabiano o convence de que é um bom vaqueiro, pede para ficar e consegue um trabalho. Mas uma nova seca colocará a família novamente na estrada e, para não morrerem de fome, Fabiano mata a cachorra Baleia que, velha e manca, já não consegue caçar preás para aplacar as necessidades da família.

Este filme marca a estréia e descoberta de um dos maiores atores brasileiros, Jofre Soares. Ex-marinheiro, foi contratado para auxiliar a equipe de produção na escolha de pessoas locais para trabalharem no filme, mas Nelson Pereira dos Santos viu nele o personagem do fazendeiro e, coadjuvante, quase roubou todas as cenas. No Festival de Cannes, o público ficou indignado com a morte da cadela Baleia, o que obrigou o diretor e Luis Carlos Barreto a mandarem a produção despachar a cachorra até a França para provar que ela estava viva.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 24/11/2010 - 21h38 - Por Shirley MacLaine Franco Assisti o filme Vidas Secas na escola, o professor de português passou um trabalho sobre ele, desde então comecei a fazer pesquisas e me interessar cada vez mais pela história que transmite muita verdade e proporciona uma certa identificação cultural com nós nordestinos!
  • 01/04/2011 - 13h36 - Por Tony Meu professor de literatura disse que como na epoca nao haviam meios para fingir a morte de um animal eles realmente atiraram na pobrezinha que sofreu ate a morte com a pata pendurada, se realmente for verdade acho que o diretor deveria apodrecer na cadeia por fazer um animal inoscente sofrer sem necessidade, apenas por capriho de um homem desprezivel, como alguem pode premiar tal atrocidade? E ainda mais qualquer um que se prestasse a participar de algo tao diabolico e asqueroso como esse filme.
  • 01/04/2011 - 15h54 - Por Luiz Vita Tony,

    Não é verdade. Não foi cometida nenhuma atrocidade contra a cadela Baleia. Inclusive a produção do filme a levou para a França onde o filme foi exibido, no Festival de Cannes. Ela deve ter morrido de velha e ficou muito feliz por ter virado estrela de cinema.
  • 17/09/2012 - 23h40 - Por Ruy Mauricio de Lima e Silva Neto Parabéns, Tony.Você achou exatamente o que eu achei. Por mais que idolatre o cinema e, dentre os brasileiros, Nelson Pereira dos Santos, realmente qualquer pessoa medianamente humana fica revoltada com a hipótese de se utilizar um animal tão adorável quanto esta Baleia, vê-la cumprir exatamente as marcações e as indicações como qualquer bom ator, para no final levar uma bala na cabeça, além de aleijá-la, só para transmitir o maior realismo possível em relação ao possivelmente brilhante texto do autor.Isso acabaríamos aceitando,mais cedo ou mais tarde como "ossos do ofício" já que os grandes artistas que são Graciliano e Nelson querem é justamente chamar a atenção (entre outras coisas, claro) para a sorte de milhares de Baleias que são eliminadas na vida real, por aqueles sertões afora.E nessa nossa postura, prezado Tony, estou vendo agora que estamos em ótima companhia. Até mesmo a sofisticadíssima e ultra-permissiva platéia do Festival de Cannes ficou indignada a ponto da produção do filme ter sido forçada a apanhar a cadela no Brasil para mostrar, antes que o Festival acabasse, que ela estava viva. Ufa, felizmente, desta vez escapamos. E a verdade é que hoje em dia tudo se consegue numa tela de cinema ou de TV com o progresso da farmácia veterinária (anestesiantes) e do photoshop informático, de maneira que dificilmente teremos motivos para nos apurrinharmos com situações idênticas no futuro.
  • 12/05/2013 - 13h45 - Por celso pessoa de sa EU ASSISTI AO FILME E FIQUEI EMOCIONADO E TRISTE POR VER A REALIDADE DO
    SOFRIMENTO DOS NORDESTINOS SERTANEJOS, EU TAMBEM SOU NORDESTINO . ONDE
    ESTAO OS CINEASTAS BRASILEIROS QUE NAO FAZEM MAIS OBRAS PRIMAS COMO O
    O FILME VIDAS SECAS? SO PENSAM EM IMITAR OS NORTE AMERICANOS...
    PARABENS ! GRACILIANO E AO PRODUTOR DO FILME. UM ABRAÇAO!!!
  • 09/06/2013 - 20h24 - Por Edvaldo ferreira mendes como pude só agora ver esse extraordinário filme.boa colocação do celso.
  • 09/06/2013 - 20h27 - Por Edvaldo ferreira mendes Gente alguem pode me dizer a onde vive gilvan lima e genivaldo lima.abraços.
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