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Crítica Cineweb

10/02/2003

A franquia milionária surgida na TV nos anos 60 chega ao décimo longa-metragem parecendo-se com o tema principal de seu argumento - a clonagem. E, como todos os clones até agora, derrapa num processo de envelhecimento acelerado. Como a ciência ainda não tem cura para esse tipo de coisa, a série piora a cada filme.

Este aqui com certeza é coisa de envergonhar Gene Roddenberry - sorte que Deus levou o criador da série original para a TV em 1991, bem antes de ver o que fariam com a sua gloriosa invenção. É tudo de segunda linha: história, personagens, fotografia, efeitos especiais.

O clone em questão é Shinzon (Tom Hardy), carequinha fabricado à imagem e semelhança do capitão Jean-Luc Picard (Patrick Stewart). O rapaz é pretor do belicoso planeta Rômulo e atrai a Enterprise à sua região justamente com uma conversa mole de fazer um acordo de paz com a Federação - argumento de dez entre dez viagens da nave-mãe. Na verdade, o que Shinzon precisa urgente é de mais material genético do capitão, porque está se deteriorando a olhos vistos, tal qual a ovelha Dolly.

O que se segue é o de praxe: conversa existencial olhos nos olhos entre clone e clonado, naves que trombam entre faíscas, escudos de energia abalados, tripulação correndo para lá e para cá nos corredores. Tem até um subclone na história, o B4, uma versão antiga e, pasme-se, ainda mais precária do andróide Data (Brent Spiner) - interpretado pelo mesmo ator, é claro, e que consegue fazer um ar ainda mais idiota do que habitualmente. É quase um recorde.

Neste décimo longa-metragem, sente-se que o que se perdeu foi o sentido de humor que, na velha geração, era sempre mantido pelo menos na infindável rixa entre o dr. Spock e o dr. McCoy. E a melhor coisa desta nova geração, Patrick Stewart, um ator com background shakespeariano, é implacavelmente massacrado com diálogos ruins de doer.

Cineweb-14/2/2003

Neusa Barbosa


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