Duro de Matar 4.0

Duro de Matar 4.0

Ficha técnica

  • Nome: Duro de Matar 4.0
  • Nome Original: Live Free or Die Hard
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2007
  • Gênero: Ação
  • Duração: 130 min
  • Classificação: 14 anos
  • Direção: Len Wiseman
  • Elenco: Bruce Willis, Timothy Olyphant

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País


Sinopse

Uma onde de assassinatos de hackers varre os EUA. Ao mesmo tempo, uma série de apagões abala os sistemas computadorizados do país. O policial John McClane (Bruce Willis) é mandado para prender um desses hackers. Chega bem a tempo de impedir que seja morto. E descobre que uma grande operação de ciber-terrorismo está apenas começando...


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Crítica Cineweb

02/08/2007

Doze anos depois de Duro de Matar – A Vingança (1995), Bruce Willis retorna ao papel do policial e fio desencapado John McClane. A franquia, iniciada em 1988, sobrevive em forma, tal como seu astro – que, aos 52 anos, mostrou fora dela que sua versatilidade era maior do que se pensava.

Nestes 12 anos, Willis pode ter perdido o cabelo e ganhado algum peso, além de perder a mulher, Demi Moore, para um ator mais jovem – Ashton Kutcher. Mas tirou de letra estes percalços mostrando que pode atuar em suspenses - O Sexto Sentido (99) - e ter seu lugar em dramas politizados, caso de Nação Fast Food, de Richard Linklater, ainda inédito no circuito comercial brasileiro.

Willis, que nunca foi grande ator, nem procurou por isso, empunha com grande autoridade essa persona que criou para McClane. Suas cicatrizes pessoais e profissionais servem ao momento do personagem que, depois de arruinar seu casamento por causa desse trabalho maluco, agora também não consegue conversar com a filha, Lucy (Mary Elizabeth Winstead). Falar com mulheres sempre foi seu ponto fraco e continuará sendo aqui, onde no máximo ele tentará despachar uma temível adversária, Mai Lihn (a atriz do cinema de Hong Kong Maggie Q). Um duelo que serve, quem sabe, como uma metáfora do enfrentamento com essa imensa e poderosa China, que ao mesmo tempo atrai e assusta o mercado mundial, EUA incluídos...

O tema central do filme, porém, é o ciber-terrorismo, aqui colocado em funcionamento numa gigantesca operação de sabotagem, comandada por um ex-programador dos sistemas do FBI, Thomas Gabriel (Timothy Oliphant). Só porque os chefes não lhe deram o devido crédito na paranóia que se seguiu aos atentados de 11 de Setembro, o moço resolveu tornar-se um ciber-terrorista por conta própria. Agora, é o mentor de uma série de apagões pelo país, começando pelos sinais de trânsito de Washington.

Gabriel se servira antes dos serviços de uma série de hackers, que agora foram impiedosamente eliminados um a um. Menos Matt Farrell (Justin Long), porque chegou para prendê-lo antes ninguém menos do que McClane. Salvando sem querer a vida do garoto, o intrépido policial vai se animando a continuar no jogo, por mais que o chefão do FBI, Bowman (Cliff Curtis) não aposte muito no seu taco.

Provando que os carecas e cinqüentões um tanto robustos podem ter seu valor, McClane desencadeia sua própria perseguição aos vilões, cuja identidade a princípio ninguém conhece. Enquanto isso, ele e Matt são perseguidos por malfeitores bem agressivos, desses capazes de segui-los de helicóptero. McClane manda um automóvel pelos ares para derrubá-lo, como todo mundo viu já no trailer do filme. Claro que estão a caminho muito mais destruições de carros – um deles, mandado com bandidos a bordo pelo túnel de um elevador -, além de viadutos. Outra cena incrível inclui uma inacreditável carona num jato F-14. Cortesia dos efeitos especiais, que elevam a diversão ao nível de incredibilidade de um desenho animado para adultos.

Um dos momentos cômicos mais bem sacados é a presença de Kevin Smith (ator e diretor de O Balconista), que interpreta Warlock, um dos hackers de quem vai depender a salvação dos EUA. Pobre país...

McClane nunca foi nem será politicamente correto, nem pode. Seu humor cáustico está do outro lado, bem coerente com a figura de um neocaubói americano que ainda mostra força para cuspir fogo contra todos os inimigos. Quem não gostar do tom, que veja um filme mais sério. Este aqui, a bem da verdade, é bastante divertido. Mas é melhor parar por aqui. McClane sessentão poderia ser patético.

Neusa Barbosa


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