Austin Powers - O Homem do Membro de Ouro

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Crítica Cineweb

10/02/2003

O comediante Mike Myers conseguiu encarnar um personagem que grudou definitivamente em sua carreira. Se Sean Connery conseguiu descolar do papel de agente secreto 007 e enfrentar desafios mais compensadores, fica difícil imaginar outro Austin Powers fora do figurino criado por Myers e que agrada aos fãs.

Por isso são realmente muito engraçadas as seqüências iniciais do terceiro filme da série, Austin Powers - O Homem do Membro de Ouro, mostrando ninguém menos que o galã Tom Cruise na pele do agente secreto desajeitado. Ele aparece como personagem de um filme, dirigido por Steven Spielberg, sobre a vida do agente secreto atrapalhado. É uma das melhores piadas da fita. Mas o espectador deverá ficar atento para identificar outros astros de Hollywood que também participam dessa brincadeira, nos primeiros dez minutos do filme.

O resto da história, agora com Mike Myers, fica por conta das trapalhadas do agente secreto, com cenas de puro besteirol. São piadas ingênuas e outras politicamente incorretas, como são de praxe no novo modelo de comédia criado para platéias mais jovens que não querem se preocupar com grandes tramas. E o filme dirigido por Jay Roach segue a risca esse figurino.

Austin Powers é convocado para impedir um novo plano diabólico desenvolvido por Dr. Evil em parceria com Goldmember (o próprio Myers nos três papéis). Dr Evil está usando Goldmember para desenvolver uma arma poderosa para controlar o mundo. O cientista ganhou o apelido por ter sido exposto a uma substância que transformou seu sexo em ouro maciço. Ele usa uma sunga dourada para evidenciar seus atributos.

Dr Evil seqüestra o pai de Austin (Michael Caine, que parece estar se divertindo muito), um agente secreto aposentado, e obriga o herói psicodélico a sair em seu encalço. Austin usa uma máquina do tempo para voltar aos anos 60 e encontrar a espiã Foxxy Cleopatra (a belíssima Beyoncé Knowles), que o ajudará na missão.

O final revelará uma surpresa que obrigará os produtores a uma nova virada no projeto para desenvolver uma possível continuação no futuro. Mas nada tão difícil para os responsáveis por essa mina de dinheiro, que faturou US$ 73 milhões no primeiro fim de semana de estréia nos Estados Unidos.

Cineweb-13/9/2002

Luiz Vita


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