Harry Potter e a Ordem da Fênix

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Sinopse

Por ter usado a magia diante de um "trouxa" - no caso, seu primo Duda, cuja vida salvou -, Harry Potter (Daniel Radcliffe) enfrenta ameaça de ser expulso da escola de Hogwarts. Defendido por seus professores e pelo diretor Dumbledore (Michael Gambon), ele se safa. Mas continua ameaçado, não só por lorde Voldemort (Ralph Fiennes), que entra em sua mente e lhe provoca sonhos terríveis, como por uma nova professora (Imelda Staunton), que instala uma nova ordem autoritária na escola.


Extras

- Na trilha de Tonks: A atriz Natalia Tena é guia de uma excursão pelos sets do filme

- Segredos Escondidos de Harry Potter: Uma viagem aos filmes anteriores em busca de pistas dos mistérios da saga do jovem bruxo

- Harry Potter: A Magia da Edição: o diretor David Yates e o editor Mark Day mostram a diferença de uma boa edição e permitem que o espectador edite uma cena com eles

- Cenas Adicionais


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

06/07/2007

Este quinto filme da milionária franquia cinematográfica, desenvolvida a partir dos livros da escritora escocesa J. K. Rowlings, aprofunda o tom sombrio na personalidade do personagem, vivido desde a infância pelo jovem ator britânico Daniel Radcliffe. Dirigido pelo diretor britânico David Yates e com roteiro assinado por profissional que ainda não tivera experiência com a série, Michael Goldenberg, Harry Potter e a Ordem da Fênix é movimentado por acontecimentos sinistros.

Logo no começo, Harry enfrenta a ameaça de expulsão de sua escola, Hogwarts, por ter usado a magia diante de um “trouxa” – como são chamadas as pessoas normais, sem poderes mágicos. No caso, tratava-se de seu primo Duda Dursley (Harry Melling), que Harry acaba salvando quando os dois sofrem o ataque de terríveis criaturas, os dementadores.

Defendido por um grupo fiel de professores de Hogwarts, além do diretor da escola, Alvo Dumbledore (Michael Gambon), Harry ganha ao menos a oportunidade de defender-se, revertendo a punição. O incidente é apenas o começo de uma disputa de poder que abalará a escola de Hogwarts.

De um lado estão o atual diretor e um grupo de professores e outros bruxos como Sirius Black (Gary Oldman). Estes bruxos formaram uma sociedade secreta, a Ordem da Fênix, que se mobiliza há tempos para enfrentar as forças do mal, representadas pelo poderoso Lorde Voldemort (Ralph Fiennes) – aquele mesmo que matou os pais de Harry e lhe produziu a cicatriz que ele guarda na testa.

Do outro lado, está a nova professora Dolores Umbridge (Imelda Staunton, indicada ao Oscar em 2005 por “Vera Drake”). Ela representa os interesses do ministro da Magia, Cornélio Fudge (Robert Hardy), que acredita que o diretor de Hogwarts está de olho em seu lugar. Aproveitando-se da paranóia do ministro, ela muda os currículos da escola e cria uma série de assustadoras novas regras autoritárias, tornando-se a inquisidora do lugar.

Impossível não ver algum sentido político nesta disputa de poder e neste retorno ao obscurantismo mais medieval representado por Umbridge – que tem até um modelo ideal num passado recente na Inglaterra, a ex-ministra britânica Margaret Thatcher. A crescente chamada por mais ordem autoritária para enfrentar a ameaça terrorista em todo mundo com certeza se encaixa com perfeição como uma das fontes de inspiração neste novo ambiente de Hogwarts. Nem o mundo da feitiçaria escapa a tentativas de ditadura.

Felizmente, nunca se deixa de lado a fantasia, ainda que o tom predominante seja mesmo sombrio. As forças do mal estão se organizando e Harry descobre que Voldemort pode entrar na sua mente – e vice-versa.Este detalhe contribui para que Harry se sinta atormentado e sozinho e procure cada vez mais para assumir responsabilidades de adulto. No filme, aliás, ele dá seu primeiro beijo. O que é muito coerente com a figura real do próprio ator, que completa 18 anos no próximo dia 23 e já apareceu até nu na peça Equus, de Peter Shaffer, em Londres.

Seus fiéis amigos, Ronny Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson), não ficam atrás. Ambos estão bem altos e com cara de adultos, especialmente Emma, uma verdadeira moça e muito bonita. Ela tem até um momento parecido com o filme King Kong, quando um gigante, Grope, a pega no colo e a olha com amor. Tudo acaba bem, porque Hermione consegue convencê-lo a colocá-la no chão, sem um arranhão. A moça tem personalidade.

O tema da passagem de responsabilidade de uma geração a outra é importante na trama. Os bruxos da Ordem do Fênix vão contar cada vez mais com a participação de Harry para combater Voldemort. Ele, por sua vez, esforça-se para assumir seu papel, com a ajuda dos fiéis amigos Ronny e Hermione, mas também de alguns outros.

Um novo rosto na turma é da atriz Evanna Lynch, escolhida entre 15 mil jovens britânicos para interpretar Luna Lovegood. A nova aluna de Hogwarts tem o mesmo poder de Harry para enxergar algumas criaturas e ouvir algumas vozes que os demais bruxinhos não conseguem. Por isso, entra no pequeno grupo de alunos que vai se chamar “Armada de Dumbledore” e treinar secretamente seus dons de magia, longe do conhecimento da inquisidora Umbridge, que agora só quer que a moçada se entregue a exercícios teóricos. Nada de magia, nada de namoros, nada de reuniões secretas, é o que pretende a ditadora megera.

Sem esquecer também que se trata de uma aventura, há bons momentos de diversão. Como aquele em que os gêmeos Weasley (James Phelps e Oliver Phelps) promovem uma rebelião voando em vassouras e usando fogos de artifício em dia de provas e uma perseguição dentro da galeria das profecias, repleta de prateleiras e esferas de vidro. Esta última seqüência foi o primeiro set completamente gerado por computador de um filme de Harry Potter, já que seria impraticável construir e quebrar depois nada menos de 15 mil esferas de vidro, como chegou a ser imaginado pelos produtores.

Neusa Barbosa


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