Piratas do Caribe No fim do Mundo

Ficha técnica

  • Nome: Piratas do Caribe No fim do Mundo
  • Nome Original: Pirates of the Caribbean: At World's End
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2007
  • Gênero: Aventura, Ação, Comédia
  • Duração: 168 min
  • Classificação: Livre
  • Direção:
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

No final do filme anterior, o pirata Jack Sparrow (Johnny Depp) foi mandando para outra dimensão após ser engolido por um monstro. Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley) vão em direção ao fim do mundo ao seu encontro. Para resgatá-lo, precisam reunir uma confraria de piratas.


Extras

- Keith e o capitão: no set com Johnny e a lenda do rock

- Anatomia de uma cena: o redemoinho

- A história de muitos Jacks

- A inspiração de Hoist The Colors

- O mundo de Chow Yun Fat

- Dentro da Corte da Confraria - Mestres do design

- O maestro pirata: a música de Hans Zimmer

- Crash McCreery: tripulação amaldiçoada

- Rick Heinrichs: Cingapura

- Penny Rose: As roupas de Teague

- Kris Peck: o livro do código pirata

- Assista a cenas inéditas com comentários em áudio do diretor Gore Verbinski

- Eu adoro charadas

- Dois capitães, um navio


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

25/05/2007

Quando o primeiro filme da série Os Piratas do Caribe foi lançado nos cinemas americanos, não foi levado muito a sério. Baseado em uma atração do parque temático da Disney, a produção era relativamente modesta e voltada a um público, adolescente, que já não ouvia mais histórias de piratas. Apesar de tudo apontar para o fracasso, foi um êxito avassalador, faturando mais de US$ 650 milhões mundo afora. O inegável sucesso resultou em duas sequências, filmadas conjuntamente, Piratas do Caribe - O Baú da Morte (2006) e, agora, Piratas do Caribe - No Fim do Mundo.

Há inúmeras razões para explicar o êxito dos filmes. A mais evidente é mesmo o carisma de Johnny Depp. O ator é o segredo por trás dos piratas. Em uma mistura de Buster Keaton e Charles Chaplin, Depp mostra um timming perfeito para a comédia, entre o humor pastelão e a fina ironia.

Outro ponto fundamental para compreender o fascínio causado pelas produções é a busca constante pelo espetacular, na linha das produções do cineasta Peter Jackson (King Kong, O Senhor dos Anéis). As delirantes cenas de ação, engrandecidas pelo uso de efeitos especiais, recheiam quase toda a história. O diretor Gore Verbinski opta, então, por distrair o espectador por meio de uma saraivada de batalhas minuto a minuto, em movimentos vertiginosos.

Essa característica de Piratas do Caribe - No Fim do Mundo, como de seus antecessores, mostra a deficiência da trilogia. A trama, no fim, torna-se apenas uma desculpa para orquestrar as elaboradas perseguições e escapadas. Não por acaso, a história ganha reviravoltas por vezes absurdas, apenas para envolver mais personagens nos conflitos.

Como os filmes são seqüenciais, é imprescindível assistir aos dois primeiros, para entender as nuances do enredo. Como já diz o título, o terceiro capítulo de Piratas do Caribe já começa com Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley) em direção ao suposto fim do mundo para encontrar Jack Sparrow (Johnny Depp). No último filme, ele havia sido engolido por um monstro aquático, Kraken, a mando do temido capitão do navio-fantasma O Holandês Voador, Davy Jones (Bill Nighy), sendo levado para o que supostamente parece ser uma outra dimensão.

Para isso, eles precisam angariar o apoio de uma confraria de piratas, formada por oito lordes provenientes das mais longínquas partes do mundo. Destaque aqui para a participação especial do rolling stone Keith Richards (que inspirou o personagem de Depp).

Enquanto isso, o casal é perseguido pela esquadra do comandante da Companhia das Índias Orientais, lorde Beckett (Tom Hollander). O vilão não apenas quer prender os heróis, como também exterminar todos os piratas e ter o domínio dos mares.

O poderio de lorde Beckett não seria tão perigoso se ele não estivesse com o coração de Davy Jones, justamente o conteúdo do baú da morte, mote do segundo filme. De posse do órgão, o vilão consegue persuadir o monstruoso capitão a trabalhar a seu favor.

Embora Gore Verbinski conte uma história tenebrosa, aproximando-se bastante do sinistro e violento, o clima zombeteiro indelével ameniza a produção. A figura de Jack Sparrow, somada a personagens secundários cômicos, faz com que Piratas do Caribe não afunde sob o peso da falta de uma estrutura narrativa e tanta maquiagem.

Rodrigo Zavala


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