Ódiquê?

Ficha técnica

  • Nome: Ódiquê?
  • Nome Original: Ódiquê?
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2004
  • Gênero: Comédia dramática
  • Duração: 90 min
  • Classificação: Livre
  • Direção:
  • Elenco:

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País


Sinopse

Um trio de rapazes da classe média carioca quer passar o carnaval na Bahia, mas não têm dinheiro para isso. Para levantar a verba se envolvem em uma série de crimes, como seqüestro e assassinato.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

03/05/2007

Esta comédia dramática é uma espécie de resposta carioca ao paulista Cama de Gato, com alguns toques de Cidade de Deus. O filme tem a pretensão de ser um retrato crítico da juventude de classe média carioca, que não mede esforços para alcançar seus objetivos – seja lá quais forem. No caso, é algo banal, como passar o Carnaval no Nordeste. Para conseguir dinheiro, eles se envolvem em crimes que viram uma bola de neve.

O trio central é interpretado por Cauã Reymond, Alexandre Moretzsohn e Eduardo Azevedo, que seriam os representantes típicos de uma parcela da juventude da classe média carioca, que só quer se dar bem. Um deles não pensa duas vezes antes de abandonar o emprego, para não ter que trabalhar durante o feriado e frustrar seus planos de viagem.

Os outros dois não parecem ter muitas perspectivas na vida, por isso a viagem só é mais uma curtição. Para conseguir o dinheiro, eles chamam o amigo Paulinho Tantan, playboy filho de político que adora se envolver numa briga e sempre se safa por conta do seu dinheiro. O plano inclui um seqüestro, que acaba não dando muito certo, e leva o quarteto a entrar em outras confusões, como a simulação de um outro seqüestro.

Ódiquê? pretende incomodar e acaba conseguindo, por dar legitimidade aos atos moralmente repreensíveis de seus personagens. Tito, personagem de Reymond, agride duas vezes um flanelinha negro e deficiente mental. A cena parece querer criar na platéia uma repulsa contra o personagem, mas o desenrolar da trama mostra que ‘eles não são tão maus assim’, assim como confirma o final da história.

Se Cama de Gato apresentava uma falso despojamento, Ódiquê? embarca numa sofisticação desnecessária, com uma fotografia estourada, uma montagem rápida e diálogos cheios de gírias, para tentar fazer um retrato fiel da juventude. O que, no fim, só serve para disfarçar os problemas do longa, que vão muito além da técnica.

Alysson Oliveira


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