Sunshine - Alerta Solar

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 0 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Num futuro distante, a Terra está em risco porque o sol está morrendo. Uma nave, Ícaro II, parte em direção ao astro, para reativá-lo e preservar a vida na Terra. No meio da viagem, os tripulantes descobrem que a nave que os antecedeu com o mesmo objetivo, Ícaro I, não explodiu, como se pensava. E eles têm de tomar uma dramática decisão sobre a missão.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

12/04/2007

Sunshine – Alerta Solar é o segundo filme estrelado pelo irlandês Cillian Murphy que estréia no Brasil neste final de semana. Aqui, bem diferente do drama político Ventos da Liberdade, de Ken Loach, o ator protagoniza uma ficção científica, com toques filosóficos e metafísicos, que tenta (e muito) remeter ao clássico 2001 – Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick.

Dirigido por Danny Boyle (de Trainspotting e Extermínio, este também estrelado por Murphy), Sunshine recorre a um mito grego e se revela uma fábula moral. O nome da espaçonave em que viajam os personagens é Ícaro II – numa referência à lenda grega do rapaz que se encantou com o sol e voou para muito próximo dele, teve as asas de cera derretidas e acabou morrendo.

Desde a primeira cena, destaca-se que o sol não é apenas um astro, é também um elemento que seduz seus personagens. Um homem dentro da nave espacial olha encantado a estrela, enquanto um narrador diz que o sol está morrendo e que ele e sua equipe foram enviados para uma tentativa de reavivá-lo, o que é vital para a sobrevivência da Terra. Além de reativar o sol, a tripulação deve descobrir o que houve com Ícaro I, a nave que tinha a mesma missão deles, mas foi perdida ao longo da jornada.

Dentro da nave, há uma equipe formada por oito pessoas das mais diferentes origens e experiências, desde um psicólogo Maori (Cliff Curtis), um capitão japonês (Hiroyuki Sanada), passando por um físico irlandês (Cillian Murphy), uma piloto norte-americana (Rose Byrne) e uma botânica chinesa (Michelle Yeoh, de Memórias de uma Gueixa). O confinamento deles a um ambiente e o desenrolar da história, que envolve pequenos sacrifícios em favor de um bem maior, fazem lembrar do Big Brother (o programa da TV, e não o de George Orwell).

Boyle e seu roteirista, o escritor inglês Alex Garland (autor de A Praia), deixam clara sua busca de algo maior do que explorar as diversões comuns ao gênero de ficção científica. Aqui, buscam combinar explosões e correrias com questionamentos filosóficos e metafísicos – o que dá mais densidade ao filme. A bordo da nave também está o computador Ícaro, que com sua voz doce e feminina mais parece uma descendente de Hal, de 2001.

Se o roteiro começa a ficar confuso em sua última parte – com a introdução de um novo personagem e a soma de um novo gênero, o terror – os efeitos visuais nunca perdem a expressividade. A trama, porém, vai deixando de lado o equilíbrio de sua primeira hora, afundando num ciclo de perseguições e sustos.

Alysson Oliveira


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança