Códigos de Guerra

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Crítica Cineweb

10/02/2003

Há um aforismo atribuído ao escritor Oscar Wilde que é exemplar ao falar de produções como Códigos de Guerra: "Enquanto as guerras forem consideradas iníquas, continuarão a exercer fascínio sobre nós. Quando percebermos que são vulgares, deixarão de ter popularidade". Nesse sentido, a paixão de Hollywood pelo tema chega a ser questionável. Afinal, ao que parece, sempre se pode descobrir um novo foco para falar da bravura dos homens americanos.

Desta vez é o diretor John Woo, reconhecido pela plastificação da violência, que recupera o contexto da II Guerra Mundial para retratar o drama dos fuzileiros navajos. Incorporados ao exército americano em 1942, tinham como objetivo único utilizar o código secreto baseado em sua língua nativa - o único que nunca foi decodificado pelos japoneses - para assegurar a vitória nas batalhas no Pacífico.

Como eram de vital importância, cada um deles ficava sob a tutela de um oficial, cuja missão era impedir que esses fuzileiros caíssem nas mãos inimigas. No caso de Códigos de Guerra, a ação é centrada na relação entre Joe Enders (Nicolas Cage), oficial problemático destacado para proteger Ben Yahzee (Adam Beach), peça fundamental para a tomada da Ilha de Saipan.

E é precisamente ao falar de um fato verídico que o cinema de Woo perde sua força além dos fogos de artifício. Seu estilo é inconfundível e bastante presente em seu novo filme. Porém, as cenas de ação são predominantes em sua nova produção, em detrimento ao que, aparentemente, é o ponto central da história: a relação entre os personagens. "Quem pode decifrar a bravura de um homem?", é o que diz a publicidade da produção.

Isto mostra que, quando se trata de uma história com maior teor dramático, o diretor fracassa devido à excessiva ditadura visual. A belicosidade solapa completamente o retrato emocional de Ben e Joe e coloca de forma superficial o caráter histórico do filme. Tudo isso, infelizmente, sem se afastar dos clichês que dominam o gênero.

Por mais que o diretor espere passar apenas valores politicamente corretos aos espectadores, os fins não justificam os meios. E Códigos de Guerra é um exemplo típico. Mesmo tentando recorrer mais à amizade e à bravura dos personagens do que à guerra em si, o lado positivo da história torna-se insosso quando baseado nas duas horas de violência absoluta que domina a nova produção.

Cineweb-25/10/2002

Rodrigo Zavala


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