Scoop - O Grande Furo

Ficha técnica


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Sinopse

A cidade de Londres está abalada por um serial killer que mata moças morenas e deixa em cada cena de crime uma carta de tarô. Um esperto jornalista que investigava o caso morre do coração e só do outro lado da vida descobre uma pista de quem é o criminoso. Tudo indica que seja um milionário, Peter Lyman. O fantasma passa a dica a uma estudante de jornalismo. Junto com um mágico, ela vai tentar descobrir a verdade de toda a história.


Extras

- Slide show

- Trailer

- Novidades

- Erros de gravação
- Cenas excluídas

- Bastidores

- Comentários do diretor


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

15/03/2007

Aos 71 anos, mais do que nunca, o diretor Woody Allen está se mostrando capaz de uma façanha: ao mesmo tempo se reinventar e reciclar algumas das suas melhores idéias. Neste seu segundo filme feito na Inglaterra (o primeiro foi Ponto Final – Match Point), ele voltou à comédia que é sua casa, incorporando um molho local ao colocar no centro do enredo um misterioso serial killer que bem poderia ser um descendente direto de Jack, O Estripador.

Compondo um misto de homenagem e sátira aos jornalistas, o cineasta arma seu roteiro a partir do personagem de um repórter, Joe Strombel (Ian Mc Shane). Veterano com faro infalível para uma boa notícia, ele tem o azar de morrer do coração. E só a bordo do barco dos mortos – um recurso emprestado da mitologia grega – é que Joe descobre uma pista infalível sobre a identidade do assassino.

A partir daí, o fantasma do jornalista faz de tudo para escapar do barco dos mortos – mas é impossível. Em seguida, tenta um contato com o mundo dos vivos, finalmente tendo sucesso ao baixar no show do mágico Splendini, pseudônimo de Sid Waterman (Woody Allen). Ali, Joe consegue passar a dica a uma estudante de jornalismo, Sondra Pronsky (Scarlett Johannson).

Americana em férias, a moça é um tanto ingênua e despreparada. Mesmo assim, forma uma dupla das mais amalucadas justamente com o mágico. Juntos, partem para uma investigação detetivesca do suspeito apontado pelo além – o milionário Peter Lyman (Hugh Jackman).

A saída para se aproximar do figurão é Sondra e Sid fingirem que são pai e filha e também ricos. Assim, a garota consegue atrair a atenção amorosa de Peter, que é bem apanhado, dividindo os sentimentos de Sondra. Mas o dilema continua. Afinal, ele é ou não capaz de ser o criminoso que trucida moças morenas e deixa uma carta de tarô em cada cena do crime?

Desenvolvendo sua história com leveza, bem ao contrário do sombrio Ponto Final – Match Point - este um dos melhores trabalhos de sua carreira -, Allen constrói uma sátira delicada às histórias de detetive e às comédias românticas, colocando no caminho algumas de suas obsessões favoritas. Caso da mágica, por exemplo, que ele usou brilhantemente em Édipo Arrasado, episódio de Contos de Nova York (1989) - em que sua mãe some num show de circo e reaparece como uma entidade gigante nos céus de Nova York.

As tramas detetivescas levadas por uma dupla atabalhoada ele também já fizera antes em Misterioso Assassinato em Manhattan (1993). Às vezes, Woody copia a si mesmo. Mas ver seus filmes continua uma delícia.

Neusa Barbosa


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