Bellini e a Esfinge

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Menu interativo, seleção de cenas, sinopse, elenco, galeria de fotos, making of, trailers da campanha de cinema, áudio comentário (diretor, roteirista, atores), cenas deletadas, testes de elenco, arquivos fotográficos, pesquisa de pôster, os culpados, trailer olé, novidades.


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Crítica Cineweb

07/02/2003

O diretor carioca Roberto Santucci Filho, que começou sua carreira cinematográfica como assistente de montagem e direção em produções americanas, transporta para as telas em Bellini e a Esfinge, seu primeiro longa-metragem rodado no Brasil, o romance policial escrito por Tony Belloto, integrante do grupo Titãs. Bem embalado no figurino noir, o filme é mais fruto do marketing que impulsiona a carreira do músico-escritor do que propriamente uma parceria interessante entre o cinema e uma boa obra literária.

O filme tem sim um clima noir, mas Belloto não é Raymond Chandler, Remo Bellini não é Philip Marlowe, os becos mal-iluminados de São Paulo não têm nada a ver com a Los Angeles dos anos 40 e nossas prostitutas em nada se parecem com as frágeis e decaídas starlets de cinema na mira de uma bala de revólver. O gênero policial brasileiro, bem representado no lado carioca por Rubem Fonseca e no paulista por Marçal Aquino e seus matadores de periferia, não precisa da ajuda de Hollywood para existir. Nada mais fora da realidade do que o detetive mauricinho interpretado por Fábio Assunção, que não escaparia ileso de um passeio de meia hora pelo centro de São Paulo na calada da noite.

Em Bellini e a Esfinge, seguindo o clássico modelo das histórias policiais americanas, o detetive usa seus conhecimentos para desvendar um crime, embrenha-se num cipoal de pistas falsas, vira o principal suspeito e prepara a platéia para o final surpreendente. Mas, talvez não confiando na capacidade do espectador, o diretor usa imagens dispensáveis para mostrar como o crime realmente ocorreu, desvendando passo a passo quem são os verdadeiros culpados.

Fábio Assunção é o detetive particular Remo Bellini que trabalha para uma agência dirigida por Dora Lobo (Eliana Guttman), a chefe durona que solta baforadas de cigarrilhas e pede empenho nas investigações. A pedido de um médico conceituado (Paulo Hesse), inicia as buscas para encontrar uma prostituta desaparecida com quem o homem mantinha um caso extraconjugal.

Para ajudá-lo, Beatriz (a bela mas inexpressiva Maristane Dresch), uma jovem detetive, também entra nas investigações. Claro que a contragosto de Remo, que dispensa a ajuda de parceiros para executar seu trabalho. A busca pela garota comprova que o caso é mais intrincado do que parece, principalmente quando o médico é encontrado morto e começam a surgir suspeitos. No elenco, Malu Mader interpreta uma bela prostituta que ajudará nas investigações.

Cineweb-1/3/2002

Luiz Vita


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