O Ilusionista

Ficha técnica


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País


Sinopse

Em 1900, o mágico Eisenheim (Edward Norton) conquista a cidade de Viena com seus truques espetaculares. Mas tudo o que ele quer é o coração da bela aristocrata Sophie (Jessica Biel), que é alvo do interesse do prepotente príncipe Leopold (Rufus Sewell). O inspetor Uhl (Paul Giamatti) tenta conter os ânimos.


Extras

- Entrevista com o Diretor

- Entrevista com Edward Norton e Jessica Biel


- Trailer


- Making Of


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

07/12/2006

A boa e velha mágica e seu charme retrô estão em alta no cinema. O versátil Edward Norton encarna com um charme meio perverso o mágico Eisenheim, que coloca Viena a seus pés em 1900 com seus truques incríveis.

A capital austríaca nada sabe do passado desse jovem de barba bem-aparada e figurino meio exótico – o que faz parte do seu marketing -, capaz de fazer crescer em segundos uma laranjeira a partir de uma semente e intermediar a comunicação com os mortos, entre outros prodígios. O primeiro a ficar seduzido é o inspetor-chefe Uhl (Paul Giamatti), que gosta de praticar seus abracadabrazinhos nas horas vagas.

Eisenheim chegou para seduzir, mas tem um alvo bem diferente: a bela aristocrata Sophie Van Teschen (Jessica Biel), com quem viveu uma paixão adolescente, truncada pelas diferenças sociais. Filho de carpinteiro, Eisenheim foi separado de sua amada e, quinze anos depois, com outro nome, voltou para reconquistar o coração que para ele é o único que lhe interessa. Ainda que para isso tenha que enfrentar nada menos que o todo-poderoso príncipe e candidato a herdeiro do trono Leopold (Rufus Sewell).

Em seu segundo filme, o diretor e roteirista Neil Burger comanda uma hábil mistura de romance, suspense, filme de época e policial. Conta com a vantagem adicional das locações na cidade de Praga, que passa por Viena na história por ter conservado mais intactas suas construções antigas. A fotografia de Dick Pope filtra uma luz sépia encantadora sobre este cenário, que dá o tom nostálgico na medida necessária à história., que tem um quê de conto de fadas pop.

Graças a um roteiro ágil (do próprio Burger, adaptando conto do prêmio Pulitzer Steven Millhauser), o filme caminha com ritmo envolvente. Não há ranço de história de época, porque as personagens pulsam na medida de suas paixões.

Outro toque moderno é que não se tratam de heróis convencionais. Os dois principais papéis masculinos, do mágico e do inspetor, são bastante ambíguos, permitindo que atores dotados como Norton e Giamatti desenvolvam muitos de seus recursos, num duelo sempre criativo.

Por essas e mais outras, O Ilusionista acerta onde erra um filme recente de tema semelhante, O Grande Truque, que fica aprisionado em seus excessos. O Ilusionista, ao contrário, beneficia-se de uma certa contenção, sem abrir mão do jogo de encantar o espectador com a premissa básica da mágica, que em muitos sentidos é a do próprio cinema: afinal, o que é verdade e o que é mentira?

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 13/07/2011 - 00h16 - Por josivaldo pedro Excelente filme, se quiser sentir-se aprisionado pela historia.
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